Professores continuam sem receber salário

Professores da rede estadual de São Paulo ainda não têm prazo para receber os salários que estão atrasados. Alguns deles foram chamados pela direção da escola e diretores também se apresentaram nas delegacias de ensino - mas ainda não houve informação de data do pagamento

O Estado de S.Paulo

05 Maio 2012 | 03h03

Parte dos 29 mil docentes temporários (não concursados) está sem receber seus salários desde o início das aulas, conforme revelou ontem o Estado. A gestão do governador Geraldo Alckmin não sabe quando a situação vai se normalizar. A Secretaria de Educação não deu detalhes sobre os casos nem o número exato de atingidos. Informou que os atrasos são pontuais, culpa de "problemas burocráticos".

O sindicatos dos professores (Apeoesp) divulgou nota exigindo a regularização dos casos. "Professores são, antes de tudo, trabalhadores e não podem ficar quatro ou cinco meses sem receber seus salários, passando por dificuldades para sustentar suas famílias e pagar suas contas", diz a nota.

Segundo o sindicato, professores que já conseguiram receber os salários estão tendo descontos indevidos. A Apeoesp já conseguiu na Justiça decisão que proíbe os descontos e informou que notificou o juiz sobre os novos casos para forçar o governo a devolver os valores.

Pressão. Professores relataram que não foram informados sobre o motivo dos atrasos. Além disso, os docentes foram pressionados por terem conversado com a reportagem. "Hoje na minha escola tive de responder a várias perguntas, alguns olhares estranhos", contou uma professora.

A professora Nelice Pompeu estava com o salário atrasado, mas, após reclamações para vários setores, conseguiu receber no dia 13 de abril. "Já colocam como praxe os atrasos, as pessoas até estranham a gente questionar. Todo ano atrasa, mas este ano foi o pior." / PAULO SALDAÑA

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