Professores da BA cercam a entrada da sede do governo

Um grupo de professores estaduais faz protestos desde a manhã desta quarta-feira na frente do acesso ao prédio da sede do governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. Policiais militares e seguranças foram deslocados para montar uma barreira em frente ao edifício, mas não foram registrados atos de violência ou de vandalismo.

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

18 Abril 2012 | 13h49

Os professores da rede estadual estão em greve há uma semana. Eles cobram do governo reajuste linear de 22,22%. O índice é o mesmo que foi proposto pelo governo para igualar os salários dos professores da rede que não têm curso superior - 5,2 mil dos 37,8 mil professores do Estado - ao piso nacional da categoria, de R$ 1.451. A proposta deve ser votada na Assembleia Legislativa na semana que vem. Os demais docentes, que já tinham salários acima do piso nacional, porém, receberam o reajuste que abrangeu todo o funcionalismo baiano em 2012, de 6,5%. O piso para os professores com curso superior foi para R$ 1.586.

Segundo os grevistas, a diferenciação nos índices de reajuste desestimula o professor a se aprimorar, por deixar em patamares similares os salários dos docentes que têm apenas ensino médio dos que têm curso superior.

A greve foi considerada ilegal pela Justiça baiana na sexta-feira, mas o sindicato da categoria, APLB-Sindicato, entrou com recurso contra a decisão. A Secretaria de Educação do Estado informou que o piso para os professores com curso superior na Bahia é mais alto do que em Estados mais desenvolvidos economicamente, como São Paulo e Rio, que a categoria recebeu, nos últimos três anos, 30% de aumento salarial acima da inflação. Além disso, a Secretaria emitiu comunicado convocando os professores a retornar às unidades de ensino.

Segundo a Secretaria de Administração, não há possibilidade de o Estado pagar o reajuste pedido pelos professores porque ele representaria um impacto de R$ 400 milhões no orçamento - que foi reduzido, no início do mês, dos R$ 28,9 bilhões previstos inicialmente para R$ 28,1 bilhões.

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