Professores da Unifesp protestam por valorização

Professores e alunos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) fizeram ontem uma manifestação na Avenida Paulista pela valorização da categoria. Com a adesão de mais duas universidades - Santa Maria (RS) e Grande Dourados (RS) - chega a 47 o número de instituições federais em greve.

CRISTIANE NASCIMENTO, ESPECIAL PARA O ESTADÃO.EDU, O Estado de S.Paulo

29 Maio 2012 | 03h04

"O Andes (sindicato dos docentes das universidades federais) tinha uma reunião de negociação agendada com o Ministério do Planejamento para esta manhã (ontem), mas ela foi cancelada de última hora, sem qualquer justificativa", disse Virgínia Junqueira, presidente da Associação dos Docentes da Unifesp.

A porta-voz do secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, afirmou que a reunião com os sindicato foi adiada e deve ser remarcada em, no máximo, duas semanas.

Atualmente, todos os câmpus da Unifesp estão parados. Os docentes de Diadema iniciaram a greve em 17 de maio, junto com a deflagração do movimento nacional. Outras quatro unidades - Baixada Santista, São Paulo, Osasco e São José dos Campos - paralisaram suas atividades acadêmicas no dia 23. O último câmpus a aderir à greve dos docentes foi o de Guarulhos, na sexta.

Depois do início do movimento docente, os estudantes da universidade também se mobilizaram. Os alunos de Diadema estão em greve e os de São Paulo, com indicativo de paralisação.

Na semana passada, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse não via motivos para a greve. Segundo ele, há prazo para que as negociações sobre a reestruturação da carreira, principal reivindicação dos docentes, seja concluída a tempo de ser incluída no orçamento para o próximo ano.

"O governo demonstra todo interesse em cumprir o acordo e há tempo para negociar", disse. O acordo firmado em 2011 previa que as definições sobre o novo plano de carreira fossem concluídas até março. Para o ministro, há um "atraso político".

Acordo. No final de 2011, o governo fechou um acordo com a categoria que previa um aumento de 4% a partir de março, incorporação de gratificações e reestruturação do plano de carreira para 2013. Uma medida provisória publicada na semana passada garantiu o aumento retroativo a março e a incorporação das gratificações, segundo o ministro.

A principal pendência é a revisão do plano, mas Mercadante argumenta que há prazo legal para que essa negociação seja concluída, já que o orçamento de 2013 será fechado agosto.

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