Professores de Curitiba fazem paralisação hoje

Professores e servidores de escolas públicas municipais de Curitiba fizeram uma paralisação durante o dia de hoje (14) e prometem estender o protesto até que a prefeitura aceite as reivindicações de melhoria salarial. A prefeitura propôs 10% de aumento, acrescido de uma gratificação de R$ 275 para 20 horas semanais e R$ 550 para 40 horas. Os servidores pretendem reajuste maior e que a gratificação seja incorporada ao salário. Os professores da rede estadual prometem uma paralisação para amanhã (15).

EVANDRO FADEL, Agência Estado

14 Março 2012 | 15h48

"Nós não queremos ficar parados, mas até agora não teve negociação com a prefeitura", reclamou o presidente do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac), Rafael Furtado. Segundo o sindicato, o professor com nível superior e dedicação de 20 horas recebe R$ 1.199,91. Com o reajuste proposto, chegará a R$ 1.319,90 mais a gratificação. O sindicato quer R$ 1.590 e insiste que a gratificação seja incorporada ao salário. O município tem 10,5 mil professores na ativa e 4 mil aposentados.

Pela manhã, o prefeito Luciano Ducci (PSB) referendou a posição oficial da prefeitura de não alterar os valores. "Espero que haja bom senso para que a gente não seja daqui a pouco obrigado a retirar o projeto da Câmara de Vereadores e refazer toda uma discussão, voltando para o patamar inicial, porque a prefeitura não tem como fazer um reajuste acima do que está propondo", disse. "Que eu conheço no País, a prefeitura de Curitiba foi a que deu o maior reajuste para os servidores."

Os servidores pedem também o cumprimento de 33% da carga horária para atividades extraclasse, além da redução do número de alunos por sala. Uma comissão seria recebida na tarde de ontem por representantes da prefeitura para ouvir os pedidos. De acordo com o sindicato, pelo menos 70% das 181 escolas municipais paralisaram as atividades ontem, o que daria 126 unidades. Mas, segundo a prefeitura, 77 escolas não tiveram atividades.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná, a categoria decidiu que hoje (14) e sexta-feira (16) seriam realizados debates em todas as escolas da rede pública estadual sobre a hora-atividade, saúde e condições de trabalho. A paralisação deve se restringir apenas a quinta-feira, com concentração maior em Curitiba, na Praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná, de onde seguirão em caminhada ao Palácio Iguaçu. Em 9 de fevereiro, os professores paranaenses já tinham realizado uma mobilização que, segundo o sindicato, contou com a adesão de 90% da rede.

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