Professores do Paraná param por melhorias salariais

Professores da rede estadual do Paraná fizeram um dia de paralisação nesta quinta-feira para cobrar do governo, entre outros itens, o pagamento do piso salarial profissional nacional de R$ 1.452,06 e a garantia de um terço da jornada como hora-atividade (período que os docentes utilizam para estudos e planejamento pedagógico).

EVANDRO FADEL, Agência Estado

26 Abril 2012 | 14h50

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Paraná (APP Sindicato), cerca de 90% das 2,2 mil escolas estariam fechadas. Apesar da chuva forte que caiu em Curitiba pela manhã, um grupo de professores fez manifestação em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo paranaense, abrigando-se em barracas e nas marquises da construção.

De acordo com a direção do sindicato, tem havido negociação constante com o governo, mas as propostas apresentadas ainda não agradaram. O sindicato afirmou que o salário estaria cerca de 18% abaixo do piso nacional e reivindica que a hora-atividade passe dos atuais 20% para 33,3%.

Segundo o sindicato dos professores, em negociações realizadas em março, o governo dispôs-se a pagar, até outubro deste ano, o salário inicial por 40 horas de R$ 1.463,28, ficando acima do piso nacional. Mas o sindicato pretende que esse valor seja retroativo a janeiro. O governo também teria acenado com a possibilidade de implantar um terço de hora-atividade somente a partir do próximo ano. O sindicato reivindica que os demais servidores das escolas tenham reajuste de 14,13%.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação afirmou que tem mantido "constante diálogo" com os profissionais da Educação, pois o governo tem como prioridade "valorizar quem faz a educação do Paraná". Segundo a secretaria, já houve avanço com a equiparação dos salários dos professores aos dos técnicos de nível superior. Em função disso, além do aumento de 6,5% concedido a todos os servidores em maio do ano passado, os professores teriam recebido mais 5,91%.

A secretaria salientou, ainda, que na atual gestão foram contratados 19.573 profissionais concursados. Em janeiro deste ano, 11.563 professores foram nomeados. "Isso significa melhores condições de trabalho nas unidades de educação da rede estadual, com mais estabilidade e garantia do plano de carreira", informava a nota. "O compromisso assumido pelo governo é efetivar o processo de equiparação salarial dos professores."

Sobre o aumento na hora-atividade, a secretaria afirmou que o assunto "está sendo dialogado e negociado".

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