Professores e PMs do Rio se enfrentam novamente

Em um dos maiores confrontos entre forças de segurança e manifestantes desde o início da onda de protestos, em junho, bombas explodiram durante toda a tarde e noite desta terça-feira, 01, nos três pontos mais frequentados do Centro do Rio: a Praça da Cinelândia e as avenidas Rio Branco e Presidente Vargas. Como das outras vezes, vidraças foram destruídas e policiais, xingados e apedrejados, reagiram com sprays de pimenta e explosivos.

ADRIANO BARCELOS, FÁBIO GRELLET E MARCELO GOMES, Agência Estado

01 Outubro 2013 | 20h40

A manifestação de professores em greve desde 8 de agosto (com interrupção de 12 dias em setembro) começou cedo nas imediações do Palácio Pedro Ernesto, onde funciona a Câmara de Vereadores, na Cinelândia. No prédio, à tarde, seria votado o Plano de Cargos e Salários proposto pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB) e repudiado pela liderança da categoria. A área amanheceu ocupada por tropas da Polícia Militar (PM), à frente os policiais do Batalhão de Choque, especializados em confrontos.

A repressão aos professores, a integrantes de movimentos sociais e a mascarados, supostamente vinculados ao grupo Black Blocs mobilizou, segundo a PM, pelo menos 700 policiais. A mobilização convocada pelo Sindicato dos Profissionais de Educação (Sepe) não atingiu o objetivo: no plenário da Câmara, a proposta do prefeito foi aprovada por 36 votos a três.

A situação, tensa desde a manhã na Cinelândia, agravou-se por volta das 14h, quando houve um bate-boca entre um professor e um PM. Cerca de duas horas depois, pessoas começaram a se aglomerar na Rua Alcindo Guanabara, onde há um portão lateral que dá acesso ao pátio interno da Câmara. Foi quando os manifestantes começaram a jogar garrafas e pedras e a forçar o portão.

Os PMs atacaram com bombas de efeito moral e gás pimenta. O grupo correu em direção à praça Floriano, o coração da Cinelândia. A PM não se conteve e, após evacuar a Cinelândia, avançou com cassetetes, escudos e mais bombas na Rio Branco, onde a multidão se aglomerava.

Na fuga, os black blocs - apontados pela PM como responsáveis pela violência nos protestos - depredavam o que havia no caminho. Eles lançaram sacos de lixo sobre a via, quebraram lixeiras e destruíram vidraças de prédios e agências bancárias.

Até às 20h30 a PM não havia divulgado o balanço de detidos e feridos durante a manifestação.

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