Professores municipais de São Paulo suspendem greve

A decisão foi tomada em função da baixa adesão à greve e ao baixo comparecimento à assembléia

Felipe Maia, Agência Estado,

25 de setembro de 2007 | 18h56

Os professores e funcionários da rede municipal de Educação de São Paulo decidiram suspender a greve iniciada nesta terça-feira, 25. Em assembléia do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), a categoria optou por encerrar a paralisação e definir um novo calendário de mobilização.   A decisão foi tomada em função da baixa adesão à greve e à assembléia, realizada no centro da capital paulista.    Segundo Mônica Castellano Rodrigues, secretária de imprensa e comunicação do Sinpeem, a proposta agora é "voltar às escolas para mobilizar a categoria para a paralisação". "Sentimos que falta esclarecimento sobre a proposta do governo, então a diretoria (do sindicato) vai percorrer as escolas para fornecer maiores informações sobre isso", afirma.   Para a sindicalista, exemplo dessa falta de mobilização foi a baixa participação da categoria na manifestação desta terça, em comparação com a assembléia realizada no último dia 14 de setembro, que decidiu pela paralisação. Segundo números da Polícia Militar, aquela manifestação teve participação de 1,5 mil pessoas, enquanto a de hoje recebeu 700 profissionais.    Inicialmente, a assembléia desta terça-feira deveria ocorrer no Viaduto do Chá, em frente à prefeitura. Entretanto, o movimento deve de ser deslocado para a rua Liberto Badaró, também no centro da capital, em razão de a sede da administração municipal ser área de segurança, o que impede a realização de protestos no local.    De acordo com a secretaria municipal de Educação, cerca de 5% das 1326 escolas da capital ficaram totalmente fechadas em função da greve. A estimativa leva em conta os dados disponíveis até o meio-dia. Outros funcionários e professores podem ter aderido à greve em outros colégios, porém não causaram a total interrupção das aulas e, por isso, não entraram na conta. O sindicato confirma esses dados.    Segundo Mônica, as negociações entre a prefeitura e o Sinpeem avançaram, principalmente em questões sociais e de legislação, que não envolvem benefícios salariais. A pauta de reivindicações dos trabalhadores contém 33 itens, dente eles aumento salarial de 43% e incorporação do maior valor de gratificação paga aos professores, no valor de R$ 450.    Na assembléia, o Sinpeem definiu que realizará reuniões regionais com representantes de cada escola no próximo dia 1º de outubro e no dia 4 será realizado um evento com conselheiros do sindicato, para discutir a proposta do governo. Uma nova assembléia da categoria, que pode decidir por uma nova paralisação, foi marcada para 9 de outubro.

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