Professores municipais de SP entram em greve no dia 25

Prefeitura não fez uma nova proposta de reunião, diz sindicato; profissionais pedem aumento de 43%

Felipe Maia, da Agência Estado,

14 de setembro de 2007 | 20h53

Os funcionários e professores da rede municipal de Educação de São Paulo decidiram nesta sexta-feira, 14, em assembléia, entrar em greve a partir de 25 de setembro, uma terça-feira. De acordo com o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), a prefeitura da cidade não fez uma nova proposta na reunião entre uma comissão dos sindicalistas e da secretaria de Gestão. Diante disso, eles resolveram entrar em greve a partir daquela data. Até lá, esperam mobilizar a categoria para a paralisação. Os profissionais da educação municipal pedem um aumento salarial de 43%, além da incorporação do maior valor de gratificação paga aos professores, no valor de R$ 450. Já a prefeitura acena com o pagamento de vale-alimentação mensal no valor de R$ 190, pago aos servidores na ativa que ganham até cinco salários mínimos, e a isenção da contribuição mensal de 3% para o Hospital Servidor Público Municipal (HSPM). "A prefeitura informou que as negociações em relação a salário estão encerradas, por isso decidimos pela greve", informa o Sinpeem, por meio de sua assessoria. De acordo o sindicato, a assembléia desta sexta, realizada na rua Líbero Badaró, região central de São Paulo, contou com a participação de cerca de cinco mil pessoas. A Polícia Militar tem números mais modestos e informa que o evento recebeu 1,5 mil profissionais. Enquanto, isso os funcionários da rede estadual de Ensino decidiram não entrar em greve. A categoria realizou na tarde desta sexta uma assembléia na Praça da República, centro de São Paulo, e optou pela realização de uma nova plenária no dia 28 de setembro. Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp), um dos organizadores da plenária, o evento mobilizou cinco mil pessoas. Apesar de realizarem uma campanha salarial conjunta, os servidores estaduais da área trabalham com reivindicações diferentes, de acordo com cada função. Os professores, por exemplo, querem pelo menos 35% de reajuste salarial. O governo estadual não fez uma contra proposta nesta sexta, ainda assim os profissionais optaram por adiar uma possível greve.

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