Profissionais do sexo se reúnem em Campinas-SP

Ao menos 50 pessoas entre mulheres, travestis e homens profissionais do sexo em Campinas (a 95 quilômetros de São Paulo) se reuniram hoje na Estação Cultura, no Centro, para o debate de abertura da 2ª Semana de Visibilidade do Profissional do Sexo. Realizado pela Associação das Mulheres Guerreiras de Campinas, o evento vai até quarta-feira e tem palestras, debates, peças e oficinas teatrais na programação. "Estamos aqui para discutir sobre o direito de trabalhar, o direito à saúde, a creches, e contra discriminação", afirmou a coordenadora da associação, Elaine Maria Esteves.Para abrir o encontro, a instituição organizou um debate com Gabriela Leite, ativista da Organização Não-Governamental (ONG) Davida - fundada no Rio de Janeiro em 1992 para orientar prostitutas sobre o direito à cidadania -, com a coordenadora do Programa DST/Aids de Campinas, Maria Cristina Feijó Januzzi Ilario, e com Luana de Jesus, representante da Associação de Travestis e Transexuais de Florianópolis (Abeh).De acordo com dados do Ministério da Saúde, a população brasileira de profissionais do sexo é formada em sua maioria por jovens com idades entre 20 e 29 anos, com poder aquisitivo entre um e quatro salários mínimos e com nível de escolaridade elementar (1º grau incompleto). Não há um levantamento oficial sobre o número de profissionais do sexo em Campinas, mas segundo estimativa da Associação das Mulheres Guerreiras, ao menos 400 pessoas trabalham no ramo.

TATIANA FÁVARO, Agencia Estado

31 de maio de 2008 | 22h59

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