Profissionalizante, rede não se articula com setor produtivo local

Apesar da vocação profissionalizante, os institutos federais apresentam baixa interação com o setor produtivo local, de acordo com auditoria do TCU. Nenhum dos câmpus analisados apresentava em sua estrutura curricular referência a qualquer tipo de interação com o respectivo Arranjos Produtivos Locais (APLs), coletado com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O Estado de S.Paulo

26 de março de 2013 | 02h05

Em resposta à requisição do TCU, menos de 20% dos 40 câmpus consultados apresentaram alguma ação conjunta com o poder público com foco no desenvolvimento da economia local. A auditoria constatou que as medidas de fomento ao empreendedorismo ainda são incipientes. Além disso, o porcentual de alunos em estágios é reduzido nos cursos de nível superior, se comparado com outras instituições. O porcentual de alunos de institutos federais com estágio remunerado é de apenas 0,1% - a média nos outros tipos de instituições é de 4,18%.

De acordo com Celso do Prado Ferraz de Carvalho, da Universidade Nove de Julho, a interação não é um processo simples. "A universidade brasileira tem dificuldade de falar com o setor produtivo de um modo geral. Mas os institutos têm tido essa preocupação na implementação". O titular da Setec, Marco Antonio de Oliveira, diz que a rede tem o desafio de promover essa aproximação, mas faz uma ressalva. "A escola virou desaguadouro de todas as demandas educacionais, que às vezes extrapolam a sala de aula. Muitas dessas coisas dependem de outros atores, não só dos institutos." / P.S.

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