Programa de saúde é item de destaque na eleição dos EUA--pesquisa

O programa Medicare se tornou a principal questão de saúde pública na campanha eleitoral dos EUA, superando a polêmica em torno da lei de saúde do presidente Barack Obama, segundo uma pesquisa realizada no momento em que a definição do candidato republicano a vice-presidente colocou esse tema na linha de frente da disputa.

DAVID MORGAN, Reuters

16 de agosto de 2012 | 17h54

O deputado Paul Ryan, indicado no sábado como companheiro de chapa do pré-candidato presidencial Mitt Romney, ficou conhecido por um plano de redução do déficit público que inclui mudanças no Medicare, o programa de saúde pública para idosos, que é muito custoso, mas popular.

A ONG Fundação Família Kaiser disse nesta quinta-feira que 73 por cento dos entrevistados em sua pesquisa qualificaram o Medicare como "muito importante" ou "extremamente importante" para a definição do seu voto.

Em outra pesquisa da entidade, feita na semana anterior, 58 por cento dos adultos - incluindo 55 por cento dos republicanos entrevistados - eram favoráveis a manter o Medicare como é hoje, garantindo benefícios a todos os idosos.

Ryan propôs transformar o Medicare em um programa que forneça um pagamento fixo aos futuros aposentados, para que eles possam optar entre pagar o Medicare tradicional ou contratar um plano de saúde privado.

Críticos dizem que o plano obrigaria os idosos a gastarem em média milhares de dólares adicionais per capita por ano com a sua saúde.

Apenas 36 por cento dos adultos - incluindo 39 por cento dos republicanos - se dizem favoráveis à proposta de Ryan, segundo a pesquisa feita pela Fundação Família Kaiser e pelo The Washington Post entre os dias 25 de julho e 5 de agosto.

Os democratas estão atacando o plano de Ryan, apontando-o como "o fim do Medicare tal qual o conhecemos". Já os republicanos acusam o governo Obama de ter cortado 716 bilhões de dólares do programa para bancar o "Obamacare", lei de saúde pública que desagrada a muitos eleitores.

A pesquisa da Fundação Kaiser entre 7 e 12 de agosto mostra que o "Obamacare" não parece estar mobilizando tanto os eleitores quanto o Medicare. A reforma da saúde pública adotada pelo atual presidente aparece apenas como a quinta questão de saúde pública mais importante, sendo considerada "muito" ou "extremamente" importante para 59 por cento dos entrevistados.

O Medicare empata com os custos médicos -- o que inclui planos de saúde -- no topo das preocupações dos eleitores no quesito saúde pública, segundo a pesquisa.

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