Programas abertos já estão amigáveis

Softwares de código aberto estão bem parecidos com os tradicionais e são boa opção para máquinas mais lerdas ou piratas

23 Junho 2008 | 00h00

Está pronto para entrar de cabeça no mundo do software livre? Isso significa substituir a maioria dos programas a que está acostumado – Windows, Word, MSN, Photoshop, etc. – por softwares similares. As opções livres estão cada vez mais amigáveis e, em certos casos, até têm funções mais bacanas. Mas, antes de sair apagando o Windows, é preciso pensar se no seu caso vale a pena. Com certeza é uma boa idéia se o seu PC funcionar com programas piratas, inclusive o sistema operacional Windows. Também vale se o micro for antigo e os programas mais novos ficarem lerdos na máquina – com apenas 256 megabytes (MB) de RAM, os softwares livres já rodam bem. Se você comprou um micro novo com Windows Vista e ele só veio com 512 megabytes (MB) de memória RAM, também pode ser uma opção porque o sistema da Microsoft fica uma carroça em PCs com menos de 1 gigabyte (GB) de RAM. Se a máquina vier com o Vista Starter – muito limitado –, uma alternativa livre como o Ubuntu pode ser uma saída. Em outros casos, o software livre não trará benefícios claros em performance. Trará no financeiro: você não precisará pagar nada quando for lançada uma nova versão de um programa. Por outro lado, não poderá instalar o Photoshop, o MSN e o Office nem jogar os principais games. Na dúvida, é possível manter o Windows e instalar um sistema livre em coexistência para ver se se acostuma (veja ao lado). Caso opte por abandonar o Windows, a primeira coisa a fazer é instalar um sistema operacional livre. Ele faz o mesmo papel do Windows, o de interface para a instalação e o uso de programas. O sistema operacional livre mais amigável – e o mais popular hoje – é o Ubuntu, uma variante do Linux. Patrocinado por um milionário sul-africano, foi desenvolvido por milhares de voluntários pelo mundo. O Ubuntu está em português e sua "cara" é parecida com a do Windows. Há um menu para acesso a programas e ícones na área de trabalho. Já vem com os principais softwares instalados: desde editor de textos e imagens até o navegador Firefox. Se quiser outros programas, no gerenciador de arquivos há uma lista com 15 mil opções para baixar: de software para rechear o iPod a programa de e-mail. É possível ainda procurar na web programas para instalar com dois cliques. Basta que ele esteja no formato ".deb". Outros softwares para Linux sem essa terminação também podem ser instalados, mas é preciso conhecer códigos de programação. O designer Alexandre Gaigalas, de 20 anos, achou um substituto até para o Corel Draw. "No começo, era mais difícil usar o PC porque era preciso saber código. Agora está fácil", diz ele, que tem um PC totalmente livre por achar que os softwares têm mais qualidade. E por serem gratuitos, claro. INSTALAÇÃO Para instalar o Ubuntu e apagar qualquer vestígio do Windows, a primeira coisa a fazer é baixar o software do site www.ubuntu.com. Em seguida, grave o arquivo em um CD. Nessa etapa, é preciso cuidado. No programa de gravação de CD, como o Nero, selecione a opção "gravar a partir de imagem". Sem isso, o PC não reconhece o programa de instalação. Feito isso, faça primeiro um backup de seus arquivos – que, junto com o Windows, serão apagados – e reinicie o PC. Você precisará configurar sua máquina para ser acionada a partir do CD que gravou (veja acima). Uma dica é não fazer a instalação imediatamente. O Ubuntu oferece a possibilidade de "experimentar" o sistema antes. Isso é útil para verificar se componentes do micro, como placas de som, vídeo e rede, entre outros, são reconhecidos pelo Ubuntu. Em geral são, mas é bom ter certeza. Rode o programa pelo CD e teste se a máquina toca música, entra na internet, etc. Funcionou? É hora de instalar. Reinicie o PC, com o CD no leitor, e selecione a opção instalar. Informe qual língua deseja, em que país está, etc. Como você decidiu "limar" o Windows, faça a seleção de dedicar o HD inteiro para o Ubuntu. Pronto, seu PC começou a ficar livre. Agora falta selecionar os softwares de música, escritório, etc. Veja abaixo e nas págs. L6 e L7

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