Programas de melhoramento aguardam etapas

Interesse é pela análise individualizada da carcaça do animal após o abate, em vez de dados médios do lote abatido

O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2008 | 03h06

Para o zootecnista Thiago Lopes Biscegli, que trabalha no Programa de Melhoramento Genético da Lagoa da Serra (Paint), com mais de 100 mil matrizes em avaliação, de mais de 130 fazendas parceiras, o Circuito Boi Verde Genética será importante porque, atualmente, o grande problema verificado depois que o boi sai da fazenda é a individualização de seus dados de produção. ''''O frigorífico passa dados de rendimento de carcaça do lote como um todo, e não de animal por animal. Os dados não são individualizados'''', explica Biscegli.Ao individualizar estes dados, será possível analisar o potencial do pai em gerar prole padronizada e de acordo com a exigências do mercado por intermédio do filho abatido.No programa da Lagoa, há a chamada Diferença Esperada de Progênie (DEP) para 17 características. ''''Não temos, porém, DEPs para características de carcaça, que são os dados obtidos do frigorífico'''', diz Biscegli. ''''Creio que, com o Circuito Boi Verde Genética, será possível acrescentar pelo menos mais três características ao DEP'''', diz ele, acrescentando que uma delas será a de padrão de carcaça.PONDERALAinda conforme Biscegli, num programa de melhoramento genético, o desenvolvimento ponderal do animal é avaliado na desmama e entre 15 e 18 meses (no sobreano). ''''Analisamos touro, matriz, bezerro, compilamos todos estes dados e conseguimos, unindo a avaliação de campo, formar o ranking de touros'''', explica.''''Todas essas informações já são possíveis de medir e avaliar. Já na parte da carcaça, após o abate, não temos dados'''', continua. ''''Justamente por isso temos a intenção de nos integrar à ACNB no Circuito Boi Verde Genética para termos uma medição detalhada no frigorífico.''''Segundo Guilherme Alves, da ACNB, a associação vem conversando com o setor de melhoramento genético para divulgar a idéia do Circuito Genética. ''''Não são todos os pecuaristas que têm controle rígido dos animais a ponto de saber com certeza quais são os reprodutores que os geraram'''', diz Alves. ''''Se o pecuarista fizer estação de monta e inseminação artificial fica mais fácil identificá-los.''''INFORMAÇÕES: ACNB, telefone (0--11) 3293-8900 e www.nelore.org.br

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