Projeto de Kassab para educação desagrada professores

O Plano Municipal da Educação, aprovado anteontem pela Câmara Municipal, não incorporou as gratificações aos salários dos professores e servidores, o que desagradou a classe. O Sindicato dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo (Aprofem) fez uma pesquisa e constatou que 97%, dos cerca de 18 mil professores municipais ouvidos, não aprovavam a discussão das mudanças no sistema sem o aumento real nos salários. O levantamento é de setembro e o presidente do Aprofem, Ismael Nery Palhares Junior, afirma que o índice atesta a insatisfação coletiva.Além disso, de acordo com Palhares, aposentados e professores fora da sala de aula, readaptados até por doenças ocupacionais, nunca receberam a gratificação, que foi concedida em agosto de 2006 para os outros servidores da categoria. Agora, se a gratificação fosse incorporada, os aposentados e os afastados teriam um aumento de salário, o que não ocorreu. O líder do governo na Câmara, vereador José Police Neto (PSDB), afirmou que as gratificações serão incorporadas até abril.Porém, ontem, em decreto publicado no Diário Oficial, o prefeito Gilberto Kassab deixou de considerar o critério coletivo para concessão de gratificação a assiduidade de todo o corpo docente de cada uma das escolas. Agora o critério é individual e as faltas ou licenças de colegas da mesma unidade deixam de influenciar no valor a ser pago a cada um dos professores da rede municipal.Alguns dos pontos do plano: Jornada de 30 horas semanais; Estágio probatório de três anos; Provão anual para professores; Gratificação por local de trabalho será paga em escolas com maior déficit de professor; Gratificação pelo serviço noturno para professores que trabalham das 19 às 23 horas. As informações são do Jornal da Tarde

AE, Agencia Estado

13 de dezembro de 2007 | 09h38

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