Projeto é ''ilusão'', diz especialista

Para o consultor na área de transporte público Jorge Hori, a criação da Zona Azul vertical pela Prefeitura de São Paulo não passa de uma ilusão. "Os investidores não têm garantias jurídicas de que poderão explorar o serviço e garantir retorno financeiro", afirma.

Cristiane Bomfim, O Estadao de S.Paulo

26 de novembro de 2009 | 00h00

Para explicar, ele usa como exemplo a garagem construída perto do Hospital das Clínicas, na zona oeste de São Paulo, em iniciativa similar à do prefeito Gilberto Kassab (DEM). "O acordo com a empresa escolhida era de que na área próxima da garagem não haveria estacionamentos ou cobrança de Zona Azul. E não foi isso que aconteceu. Houve competição e o número de flanelinhas tornou o investimento inviável."

Apesar das garantias de Kassab de que isso não vai ocorrer, Hori lembra de casos anteriores. "Quem garante que o próximo gestor vai manter as regras?" Outro ponto levantado foi a localização das garagens. "Elas devem ser próximas dos locais em que as pessoas pretendem ir. Estar perto do metrô ou de um terminal de ônibus não é a solução, porque a população não tem essa cultura de trocar de meio de transporte."

O presidente da Associação Nacional de Estacionamentos Urbanos, Hélio Cerqueira Júnior, diz que cada vaga criada em um estacionamento vertical custa em média R$ 30 mil, sem o custo do terreno. "Não sei dizer se haveria retorno para os custos de investimentos, que são muito altos."

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