Projeto em MT diminui área de florestas e quilombos

A versão final do projeto de lei do zoneamento ecológico econômico de Mato Grosso, aprovado pela Assembleia Legislativa, libera uma extensão extra de terra de 156 mil quilômetros quadrados para agricultura e pecuária. A transferência para o agronegócio abrange áreas classificadas como "prioritárias" para a recarga dos aquíferos, remanescentes florestais e remanescentes de quilombos, segundo estudo feito pela entidade não governamental Instituto Centro de Vida, que monitora o desmatamento na região.

AE, Agência Estado

21 de novembro de 2010 | 10h02

Áreas originalmente destinadas a unidades de conservação encolheram 400 mil quilômetros quadrados, na versão final do projeto. A área classificada como categoria 1, onde é indicada a manutenção ou intensificação das atividades econômicas, cresceu expressivos 67%.

Com isso, 156 mil quilômetros quadrados de terras deixaram de ser classificadas como de média e alta proteção para reforçarem o agronegócio do Estado. A extensão de terra extra para a agricultura e pecuária equivale a pouco mais de 60% do Estado de São Paulo. Aprovado pela Assembleia Legislativa entre o primeiro e o segundo turnos das eleições, por 19 votos contra apenas 1, o projeto foi festejado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado.

"É claro que não agradou a todos os setores, mas nós, produtores rurais, sabemos da importância da aprovação dessa lei", declarou o presidente da federação, Rui Prado, em declaração reproduzida pelo site da Assembleia Legislativa. Entidades da sociedade civil assinaram manifesto de repúdio ao texto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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