Projeto libera imóvel de 180 m² na Água Branca

A gestão Fernando Haddad (PT) quer votar entre terça-feira e quarta-feira, 09, o projeto de revisão da Operação Urbana Água Branca, que pode render R$ 3 bilhões aos cofres municipais com a venda de títulos imobiliários. A arrecadação está atrelada à autorização de unidades com metragem média de 180 m² e duas vagas de garagem, posicionadas em até dois subsolos.

ADRIANA FERRAZ E DIEGO ZANCHETTA, Agência Estado

07 Outubro 2013 | 19h34

As novas regras reduzem o adensamento populacional e liberam para o mercado a criação de um bairro de classe média alta no eixo que vai da Lapa à Barra Funda, na zona oeste.

Enviada à Câmara Municipal há menos de uma semana, a proposta ainda prevê prédios mais altos, de até 80 metros ou 27 andares, além de garagens de 30 m². As mudanças em relação ao que vinha sendo discutido desde o segundo semestre de 2012 surpreenderam até integrantes da base aliada, como o vereador Nabil Bonduki (PT), que promete apresentar uma emenda para "derrubar" parte do texto.

"Isso vai contra o espírito da Operação Urbana Água Branca, que é adensar a região com mais moradores, em unidades menores", disse o petista, que é relator do Plano Diretor. Outros parlamentares prometem tentar barrar o projeto. "Houve uma mudança radical em relação ao que foi discutido com a comunidade e o Legislativo em dez audiências públicas", disse Andrea Matarazzo (PSD), presidente da Comissão de Política Urbana da Câmara.

A principal crítica de situação e da oposição está na produção de apartamentos voltados para a classe média alta em região abastecida pelos chamados eixos de transporte - formados por linhas de metrô, trem e corredores de ônibus. Essa liberação vai contra a proposta do novo Plano Diretor apresentado pela Prefeitura, que visa a adensar esses ramais com unidades pequenas e sem garagem.

O secretário de Relações Governamentais, João Antonio (PT), afirmou que a gestão Haddad aceita negociar as regras relacionadas ao tamanho dos apartamentos que serão erguidos na região. "O governo quer aumentar o adensamento. Não vamos nos opor nessa questão", assegurou. O mesmo deve ocorrer com o gabarito dos prédios. "É possível reduzirmos para 70 metros, o que daria 23 andares, em média", informou o secretário.

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