Promotoria de Haia pede 30 anos para chefe militar do Congo

Promotores no tribunal de Haia para crimes de guerra disseram nesta quinta-feira, após garantirem sua primeira condenação da história, que o chefe militar congolês Thomas Lubanga Dyilo deve pegar perto do máximo de 30 anos de prisão por mandar crianças para a batalha.

ANTHONY DEUTSCH, REUTERS

15 Março 2012 | 13h24

Eles também pretendem exigir que o presidente Joseph Kabila entregue um general do Exército em serviço, Bosco Ntaganda, que foi promovido depois de ser indiciado com Lubanga pelo Tribunal Penal Internacional e que agora enfrenta novas acusações de estupro e assassinato em massa.

Lubanga, 51 anos, foi considerado culpado na quarta-feira, no primeiro veredito proferido pelo TPI desde que foi criado há 10 anos.

O promotor Luis Moreno-Ocampo disse que era difícil definir uma punição apropriada para um homem que tinha prejudicado a vida de tantos meninos e meninas, pressionados a servirem o Exército quando eram menores de 15 anos.

"Se vamos pedir um ano por criança, teríamos que ir muito além do máximo de 30 anos estabelecido pela lei", afirmou ele. "Vamos buscar uma sentença perto do máximo."

Lubanga recrutou e comandou crianças em 2002 e 2003, durante uma guerra de cinco anos na região de Ituri, que deixou cerca de 60.000 mortos. Ele tem 30 dias para recorrer.

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