Propagação do H1N1 ameaça o rito argentino de tomar o mate

A rápida propagação da gripe H1N1 na Argentina ameaça o tradicional ritual de beber o mate coletivamente. A infusão da erva-mate local é tomada em grupo e de um mesmo recipiente. Os médicos estão pedindo para não se compartilhar a bebida e assim prevenir a doença.

KARINA GRAZINA, REUTERS

01 Julho 2009 | 21h56

Em todas as casas argentina há pelo menos uma pequena cuia onde se coloca a água e a erva-mate para se preparar e tomar o mate. A bebida é tomada por intermédio de um canudo e compartilhada entre amigos, colegas de trabalho e familiares.

O costume, porém, passou a ser um risco, já que a gripe provocou mortes e infectou centenas no país.

"O mate não é higiênico, cada um deve tomar o seu", advertiu a médica Silvia González Ayala, em entrevista a uma rádio local.

"Nos criticam por dizer isso, porque dizem que a graça é tomar junto, mas o problema não são só as doenças respiratórias. Outras também podem ser transmitidas pelo mate", disse.

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