Proposta beneficiaria mais de 4 mil alunos

Inclusão será feita a partir de 2014 e até atingir os 50% em 2016; bolsas vão custar R$ 31 milhões por ano

O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2012 | 02h02

O prazo para chegar aos 50% de vagas reservadas para cotistas nas universidades estaduais paulistas seria de três anos, segundo a proposta revelada ao Estado pelo reitor em exercício da Unesp, Julio Cezar Durigan.

A ideia é fazer uma adoção progressiva, começando com 16,6% de cotas em 2014, subindo para 33,3% em 2015, e chegando a 50% em 2016. No caso da Lei de Cotas, que já começa a valer no vestibular atual, as instituições federais têm quatro anos para atingir os 50%.

"Vamos precisar incluir mais ou menos 4,2 mil alunos para chegar aos 50%", calcula Durigan.

Os porcentuais de estudantes vindos de escolas públicas nas três universidades hoje variam de 28% na USP a 41% na Unesp e 32%, na Unicamp. Todas têm políticas de inclusão, que dão vantagens a alunos de escola pública para ingressar na instituição, mas não possuem cotas.

A Lei de Cotas determina que o número das vagas destinadas a pretos, pardos e índios corresponda ao porcentual dessa população no Estado. Em São Paulo, o número é de 34,73%. Arredondando para cima, como prevê a lei, 35% das vagas de cotas federais no Estado serão definidas por critério racial. Considerando o número de 4,2 mil vagas para cotas estaduais estimado por Durigan, cerca de 1.470 caberiam a pretos, pardos e índios.

Custos. Os custos das bolsas não estão definidos. No entanto, considerando o valor de um salário mínimo para 4,2 mil alunos - projeção do reitor da Unesp -, o Estado teria de investir R$ 31 milhões por ano apenas nas bolsas. Parte do financiamento poderá vir da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), afirmou Durigan.

"O governador pediu que o Cruesp fizesse essa proposta. Nós fizemos. A proposta é boa, só que implica gastos com preparo inicial dos alunos e com a manutenção deles com bolsa. Vamos ver se o governador dá o OK ou não, se quer que mude alguma coisa", afirmou Durigan.

O reitor disse também que o secretário de Educação, Herman Voorwald, "gostou muito da proposta".

O reitor da Unesp afirmou que é possível haver uma definição no próximo mês. "A ideia é que tenha uma decisão final no começo de dezembro. Quando o governador disser 'Toque em frente, que está bom', vamos detalhar os números e fazer uma redação esmiuçada da proposta para dar conhecimento ao público", disse Durigan. / B.P.

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