Proposta de docentes divide estudantes

Apesar de não haver consenso entre os professores sobre a saída de Unifesp do Bairro dos Pimentas, a situação é ainda mais polêmica entre os alunos. Muitos estudantes não abrem mão da permanência da universidade na região, mesmo os que militam por melhorias.

O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2012 | 03h05

A estudante Agnes Karoline de Farias, de 21 anos, do 2.º ano de Ciências Sociais, diz que manter a Unifesp faz parte da pauta de greve. "Esse dossiê é uma forma de utilizar o preconceito carimbado pelo conhecimento da Academia", diz ela.

Renato Racin, de 23 anos, do 2.º ano de Filosofia, concorda. "O câmpus pertence a este bairro, embora receba alunos do País todo, de outras regiões e cidades. Tem uma relação muito forte." Racin diz que a universidade precisa melhorar a infraestrutura para que muitos problemas sejam resolvidos. "Até hoje não há moradia estudantil, isso dificulta a permanência."

Aluno da Unifesp desde 2008, o mestrando em Filosofia Mohamad Nagashima, de 23 anos, defende a mudança. Ele leva quatro horas no trajeto entre a Freguesia do Ó, zona norte da capital, e o câmpus. "Se a Unifesp mudasse para o centro de São Paulo, beneficiaria a todos. Tem um grupo que se preocupa com o bairro, mas acho que esse não é o papel da universidade." / P.S.

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