Protesto de estudantes acaba em confronto em SP

Pelo menos dez pessoas ficaram feridas durante confronto ocorrido ontem entre 400 manifestantes do Movimento Passe Livre, Guarda Civil Metropolitana e Tropa de Choque da Polícia Militar na frente da Prefeitura de São Paulo, no centro. O protesto contra o reajuste da passagem de ônibus - que foi de R$ 2,70 para R$ 3 no dia 5 de janeiro - começou às 12h. Seis estudantes se acorrentaram nas catracas do hall de entrada da Prefeitura.

AE, Agência Estado

18 de fevereiro de 2011 | 10h21

Ao mesmo tempo, um grupo de manifestantes foi à Secretaria dos Transportes. Lá o vice-secretário, Pedro Luis de Brito Machado, teria dito que o reajuste não poderia ser revisto. O grupo marchou, então, para a Prefeitura, que foi isolada por grades. Às 18h45, começou o confronto. Manifestantes dizem que a GCM atirou gás de pimenta. PM e GCM dizem que manifestantes quebraram o gradil. O confronto durou até 19h15.

O estudante Vinicius Figueira, de 25 anos, foi espancado por PMs e detido. Os vereadores do PT José Américo Dias, Juliana Cardoso e Antonio Donato foram atingidos por gás de pimenta. Quatro manifestantes foram alvejados por balas de borracha. A PM disse que dois policiais foram feridos. Ninguém em estado grave. O Viaduto do Chá foi fechado ao tráfego no início do confronto e reaberto às 21h30.

"Houve uma quebra da ordem e a Tropa de Choque teve de dispersar as pessoas. Se houve excessos, vamos apurar", disse o capitão Amarildo Garcia, comandante da operação. Em nota, a Prefeitura disse que "sempre manteve canais abertos de diálogo com a sociedade". "Por isso, não é possível compreender e aceitar a violência usada nesta quinta-feira por manifestantes que protestam contra a tarifa do sistema de transporte público". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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