Protesto de médicos deve parar atendimento em SP

Os médicos de São Paulo pretendem interromper o atendimento aos planos de saúde no próximo dia 6 de setembro em protesto contra o mal pagamento dos serviços privados à categoria. A decisão foi tomada após plenária estadual realizada quinta-feira, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), no centro da capital paulista.

GHEISA LESSA, Agência Estado

10 de agosto de 2012 | 18h05

A APM afirma que atendimentos de emergência e casos graves não serão negados à população. Os profissionais pretendem cancelar todos os atendimentos eletivos, ou seja, as consultas, cirurgias e exames de rotina, de acordo com o presidente da associação, Florisval Meinao.

A categoria pede reajuste no valor de consultas para R$ 80. Sem a negociação, os valores são distintos entre as empresas e Meinao calcula que, em média, os médicos recebem R$ 50 por consulta. Os valores mais altos não passam de R$ 60 e os mais baixam chegam aos R$ 20.

Além de padronizar os valores das consultas, a categoria pede também a padronização dos demais procedimentos médicos de acordo com a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). A norma conta com mais de 4 mil procedimentos listados em até 42 patamares. Cada patamar apresenta um valor de acordo com estimativa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP). A última atualização da CBHPM aconteceu em 2003 e a associação calcula uma defasagem de 50% hoje.

A APM ainda pede o fim das pressões para reduzir exames, internações e outros procedimentos essenciais ao adequado tratamento, valorização imediata dos honorários e inserção de cláusula de reajuste anual nos contratos.

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