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Protesto no Rio reúne 200 pessoas e acaba em confronto

29 foram presas por policiais do Batalhão de Choque, em ação considerada arbitrária pela OAB

FELIPE WERNECK E ROBERTA PENNAFORT, Agência Estado

14 de agosto de 2013 | 23h05

RIO DE JANEIRO - Mais uma manifestação contra o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), na rua do Palácio Guanabara, em Laranjeiras, zona sul, terminou em confronto entre policiais e manifestantes. O protesto reuniu cerca de 200 pessoas e 29 foram presas por policiais do Batalhão de Choque, em ação considerada arbitrária por integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Dos 29 detidos, 25 tinham sido liberadas até as 22 horas desta quarta-feira, 14.

O tumulto na Rua Pinheiro Machado começou pouco antes das 20 horas, quando um policial tentava liberar a via para a passagem de uma van no meio dos manifestantes. Houve empurra-empurra e policiais jogaram spray de pimenta. Em seguida, um ativista foi arrastado na direção da barreira policial e começou o confronto. Policiais atacavam com bombas de gás e balas de borracha, manifestantes lançavam pedras na direção deles.

Uma bomba de efeito moral foi lançada por PMs contra um grupo de jornalistas e socorristas que estava em um recuo na calçada. Ao contrário das últimas manifestações, a polícia voltou a usar o blindado conhecido como Caveirão e o brucutu, canhão de água. Pelo menos quatro manifestantes ficaram feridos por estilhaços de bomba e bala de borracha. Dois PMs foram atingidos no rosto por pedradas.

Às 21 horas, o advogado Rodrigo Mondego, da OAB, saiu da delegacia para dar informe para os manifestantes que aguardavam do lado de fora. "Houve prisões arbitrárias, inclusive de pessoas que nada tinham a ver com a manifestação. Segundo a Polícia Civil, não houve individualização da conduta. Por isso, não há como caracterizar crime. Pedimos tranquilidade aqui fora, enquanto liberamos os presos", disse o advogado.

Grevistas. Professores da rede municipal de ensino, em greve há uma semana, fizeram manifestação de quatro horas na zona sul do Rio. Segundo os organizadores do protesto, eram dez mil pessoas; já a Polícia Militar contabilizou sete mil. Uma assembleia rápida decidiu pela continuidade da paralisação. Não houve incidentes.

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