Protesto paralisa obras no Porto de Açu

Um protesto de proprietários de terras envolvidos no processo de desapropriação das áreas no entorno do Porto do Açu, empreendimento do empresário Eike Batista em São João da Barra (RJ), paralisou nesta segunda-feira as obras no complexo que contará também com estaleiro, térmica e siderúrgica, entre outras indústrias.

REUTERS

25 de abril de 2011 | 14h25

Um grupo de proprietários que tiveram suas terras desapropriadas impediu a entrada dos cerca de 2 mil empregados que trabalham na construção do porto, informou a assessoria da LLX, empresa do grupo EBX responsável pela construção do Porto do Açu.

De acordo com a assessoria, a paralisação não tem a ver com a obra do porto, mas sim com as empresas que serão construídas em volta do projeto.

O empreendimento, previsto para começar a operar em 2012, está em construção desde outubro de 2007 e foi projetado com conceito de porto-indústria. Na retroárea do superporto será construído um Complexo Industrial, uma área de 90 quilômetros quadrados.

A suspensão dos trabalhos nesta segunda-feira não vai atrapalhar o cronograma da obra, que está adiantada, segundo a assessoria de imprensa da LLX.

"As obras estão adiantadas, e (o protesto) não traz prejuízo para a empresa, vamos aguardar as negociações com a Codin", informou a assessoria, referindo-se à Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (Codin), que trata das desapropriações.

De acordo com a Codin, o protesto dos proprietários tem por objetivo pressionar pela aceleração do processo indenizatório acertado com o governo do Estado do Rio de Janeiro.

(Por Denise Luna)

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