Felipe Rau/AE
Felipe Rau/AE

Protesto reúne parentes de vítimas de ação da polícia

Terminou de forma pacífica a manifestação que reuniu cerca de 200 pessoas, entre familiares e amigos do publicitário Ricardo Prudente de Aquino, de 39 anos, morto por policiais militares durante uma abordagem, no último dia 18, na zona oeste de São Paulo. O grupo se reuniu até às 12h deste domingo (29), no Parque do Ibirapuera, zona sul da capital, para pedir segurança e protestar contra o assassinato do publicitário.

EQUIPE AE, Agência Estado

29 de julho de 2012 | 13h32

Portando faixas e cartazes, além de vestir uma camiseta com a inscrição "quero mais, quero paz", o grupo seguiu pelo parque cantando a musica "quero ter um milhão de amigos" de Roberto Carlos. O movimento também reuniu parentes de outras vítimas de ações da polícia militar.

"Vim aqui me juntar com a mãe do Ricardo e com outras mães, para que isso não aconteça mais", disse Simone Fernandes Bispo, de 38 anos. Simone é mãe do adolescente Vitor Ferraz, de 14 anos, que foi morto por policiais militares no dia 13 de abril durante outra abordagem com final trágico.

O grupo caminhou até a Praça da Paz, dentro do parque. A esposa de Ricardo, Lélia Pace de Aquino, de 35 anos, portando um megafone leu um manifesto, escrito pela família. "o Ricardo foi morto sem chances de defesa. Menos de 24 horas depois, outro rapaz, Bruno Vicente de Gouveia, de 19 anos (foi baleado e morto por PMs dentro de um carro em Santos, na Baixada Santista), também foi morto. Quantos Ricardos e quantos Brunos terão que morrer para que se mude essa situação?", questionou.

A mãe do publicitário, a empresária Carmen Sacramento também leu um trecho do manifesto. "Que os maus policiais sejam exonerados e não remanejados para áreas administrativas".

Os familiares afirmaram que o movimento "quero mais, quero paz" deve continuar pedindo por segurança e por uma capacitação melhor dos policiais militares.

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