Protestos devem parar Salvador nesta quinta-feira

As mobilizações em torno do Dia Nacional de Lutas na Bahia prometem parar Salvador nesta quinta-feira, 11. Há manifestações previstas para a manhã e para a tarde, em algumas das principais vias da capital e nas duas principais rodovias do Estado, a BR-324, que liga Salvador a Feira de Santana, e a BR-101, que atravessa a Bahia no sentido norte-sul.

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

10 de julho de 2013 | 17h57

O dia em Salvador já deve começar com trânsito acima da média, por causa do movimento dos rodoviários - que vão parar as atividades entre as 4 horas e as 8 horas e fazer uma manifestação na região do Iguatemi, no centro empresarial da cidade.

"A paralisação (dos rodoviários) vai afetar diversos setores", avisa o presidente da Central Única dos Trabalhadores na Bahia (CUT-BA), Cedro Costa. "Até que os ônibus voltem a circular, já serão 9 horas - e a maioria dos trabalhadores não vai ficar esperando das 5h às 9h para ir trabalhar", acredita.

Ainda pela manhã, os integrantes do Movimento Passe Livre promovem mais uma manifestação no centro de Salvador. Eles planejam marchar da Praça do Campo Grande à Praça da Sé, onde fica a Prefeitura e a Câmara de Vereadores. Durante a tarde, deve ocorrer uma audiência pública na Câmara para deliberar sobre as reivindicações do grupo.

Nas estradas, estão previstos bloqueios em alguns pontos da BR-324 e na região de Feira de Santana da BR-101. As manifestações devem unir trabalhadores das indústrias dos Polos Industriais de Camaçari e de Aratu, na região metropolitana de Salvador e de Feira de Santana, e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). À tarde, está prevista uma marcha promovida pelos sindicatos participantes da greve geral, que seguirá o trajeto feito pelos integrantes do MPL.

Os protestos devem prejudicar mesmo os serviços que não estarão paralisados. A Prefeitura de Salvador, por exemplo, divulgou em nota que todos os serviços para a população estarão mantidos, mas o texto faz uma ressalva. "Por causa da paralisação programada pelos rodoviários, algumas repartições públicas municipais podem começar a funcionar com atraso", diz o comunicado.

Paralisações parciais de outros setores também devem prejudicar a população. Segundo Costa, está programado o atraso na entrada dos trabalhadores de hospitais, tanto públicos quanto privados. Além disso, a Polícia Civil decidiu, na tarde desta quarta-feira, 10, também participar da paralisação - o que significa que apenas trabalhos de urgência, como atendimento de flagrante e levantamento cadavérico, serão realizados.

Mais conteúdo sobre:
protestosBA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.