Prova discutiu cidadania, diz coordenador do vestibular da Unicamp

Para Kleinke, troca de números não alterou solução da questão 7

Tatiana Fávaro, da Agência Estado,

16 de janeiro de 2012 | 19h45

CAMPINAS - Durante a realização das prova de Ciências Humanas e artes e de Inglês, no segundo dia da etapa final do vestibular da Unicamp, os candidatos foram informados de um erro de digitação no enunciado da questão 7.

 

O texto fornecia um dado sobre a população brasileira e uma tabela trazia, além do número de habitantes, também o de votantes em 1920.

 

Onde leu-se 30.365.605, no enunciado, o correto seria 30.635.605. Na tabela, o número estava correto.

 

A Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) esclareceu que a troca de números não interferia na resolução da questão, que pediu ao candidato a indicação de duas práticas políticas existentes durante a Primeira República (1889-1930) e duas mudanças que ampliaram o eleitorado brasileiro após a Primeira República.

 

Segundo o coordenador executivo da Comvest, Maurício Kleinke, cinco casos de candidatos com celulares durante a prova de domingo serão analisados pela comissão. A Unicamp proíbe o candidato de levar celular para a sala de aula, esteja ele ligado ou desligado. "Foram 43 casos na primeira fase. Se imaginarmos que essa fase é um terço da outra, estamos dentro do esperado. Mas torço para que não se repitam os números de domingo nos outros dias", disse Kleinke. O professor avisou que os casos serão analisados e os candidatos podem ser desclassificados.

 

Hoje o índice de abstenção foi de 11,7%. Dos 16.665 aprovados para a segunda fase, 1.955 não compareceram. A abstenção no primeiro dia foi de 10,7%. No ano passado a abstenção no primeiro dia da segunda fase foi de 8% e, no segundo dia, de 9,4%.

 

"No ano passado, a abstenção no segundo dia foi 1,4 ponto percentual maior. Esse ano caímos para um ponto percentual. Observamos que a abstenção do primeiro dia está sendo corrigida de alguma forma por menores abstenções nos outros dias", afirmou Kleinke.

 

Nas provas de hoje havia questões sobre as estratégias usadas por espanhóis e pelos indígenas durante a conquista espanhola do México; a Revolução Russa de 1917; o AI-5; a globalização, suas características políticas e culturais e a identificação das críticas econômicas dos movimentos antiglobalização; a denominação de direitos civis e sociais e exemplos de direitos difusos, coletivos e bioéticos; os impactos sociais da desertificação; o porquê da ocorrência de vulcões na Indonésia; a sustentabilidade ambiental do ponto de vista da alimentação; política de recursos hídricos; entre outras.

 

"Toda a prova de Humanas, inclusive a parte de inglês, discutiu sobre cidadania", afirmou Kleinke. "São questões dentro do cotidiano, questões vistas em jornais. Na prova de inglês vimos de um trecho de um discurso de Martin Luther King a Jamie Oliver discutindo a má alimentação de estudantes, do ponto de vista da saúde pública", comentou o professor.

 

"Esse é nosso segundo vestibular nesse modelo. Estamos dominando melhor a forma. A prova abrange quase todas as variantes das áreas de conhecimento, fazendo uma ligação entre toda elas."

 

Os candidatos concorrem a 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto. Nesta terça-feira, último dia de provas da segunda fase, será aplicado o exame de Ciências da Natureza, em 20 cidades do País.

Tudo o que sabemos sobre:
educaçãovestibularUnicampComvest

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.