Próximos rivais, Drogba e Ronaldo preocupam seleção

Se contra a Coreia do Norte a maior preocupação era a retranca adversária, agora a seleção brasileira terá pela frente em suas próximas partidas da Copa do Mundo dois dos principais atacantes do futebol mundial, o marfinense Didier Drogba e o português Cristiano Ronaldo.

PEDRO FONSECA, REUTERS

18 de junho de 2010 | 12h18

Drogba, artilheiro do clube inglês Chelsea na temporada com 37 gols em 40 jogos, deve retornar ao time titular da Costa do Marfim na partida de domingo contra o Brasil no emblemático estádio Soccer City. O atacante jogou apenas parte do segundo tempo do empate por 0 x 0 diante de Portugal, na terça-feira, após ter sido submetido a uma cirurgia no braço dias antes do início da Copa.

Ao lado de Salomon Kalou, seu companheiro tanto no clube como na seleção, Drogba é a grande aposta dos "elefantes", considerada a seleção africana com melhor chance de fazer uma boa campanha no Mundial da África do Sul.

Já o português Cristiano Ronaldo, cuja transferência de 94 milhões de euros do Manchester United para o Real Madrid fez dele o jogador mais caro do mundo, tentará se recuperar de uma atuação apagada na estreia na Copa.

Uma boa jogada individual, que culminou com um chute na trave, foi a única chance de gol do atacante, que foi eleito pela Fifa o melhor jogador do mundo de 2009, mas que carrega o peso de jamais ter feito uma grande competição pela seleção portuguesa.

"São dois jogadores que é preciso atenção", afirmou nesta sexta-feira o goleiro brasileiro Julio César, que, jogando pela Inter de Milão, enfrentou, e venceu, o Chelsea de Drogba na última Liga dos Campeões, e que será responsável por tentar parar os dois atacantes nos próximos jogos do Brasil.

"O Cristiano tecnicamente é superior ao Drogba, é um jogador mais habilidoso, que chuta bem, dribla bem. O Drogba é um atacante mais de área, que sabe finalizar bem e também é bom de cabeça", acrescentou.

Apesar de apontar diferenças, o goleiro brasileiro destacou uma semelhança que possivelmente é o motivo que lhe causa mais preocupação diante de Drogba e Cristiano Ronaldo: as cobranças de falta.

"São dois jogadores que na bola parada têm um jeito particular de bater na bola, e isso dificulta bastante para o goleiro", alertou o brasileiro, considerado um dos melhores do mundo na posição.

Tanto contra Costa do Marfim como contra Portugal, que será adversário do Brasil no dia 25, a seleção espera encontrar mais espaços para atacar do que na apertada vitória por 2 x 1 contra a Coreia do Norte, quando Julio César sofreu um inesperado gol nos minutos finais.

Em sua primeira Copa do Mundo desde 1966, e a última seleção do ranking da Fifa entre as classificadas para a Copa do Mundo, a Coreia do Norte aproveitou-se de um momento de desatenção da defesa brasileira, segundo o goleiro.

"Quando a bola não chega constantemente no gol é uma coisa complicada, a concentração tem que ser dobrada, se não acontece o que acabou acontecendo, a bola que foi no gol acabou entrando", disse o goleiro, que passou a maior parte do jogo apenas assistindo o Brasil tocar a bola, até levar o gol de Ji Yun-nam aos 44 minutos da etapa final.

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