PSB lança Skaf em SP como terceira via à polarização PT-PSDB

O PSB oficializou nesta sexta-feira a pré-candidatura do empresário Paulo Skaf ao governo de São Paulo, defendendo uma terceira via à polarização PT-PSDB no Estado.

REUTERS

21 de maio de 2010 | 20h19

Em evento que reuniu militantes da legenda, deputados e o presidente do partido, Eduardo Campos, Skaf foi apresentado como uma "alternativa" e uma "renovação" ao cenário político estadual.

"O PSB oferece uma opção nova, saindo da polarização PT-PSDB, que existe já há algumas décadas", disse Skaf a jornalistas após o evento realizado na Assembleia Legislativa paulista. "Isso é muito bom para a democracia".

Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), manteve sua pré-candidatura mesmo com a pressão do PT para que o PSB abrisse mão de um nome próprio para participar da aliança da candidatura do senador Aloizio Mercadante (PT).

O deputado Ciro Gomes chegou a ser opção do PSB para concorrer em São Paulo, conforme desejo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ciro, no entanto, insistiu na corrida presidencial, mas perdeu o apoio da legenda, que passou a apoiar a pré-candidatura de Dilma Rousseff (PT). Ele também desistiu da eleição paulista, que nunca foi seu projeto.

Nesta sexta, o PSB oficializou, em Brasília, seu apoio à pré-candidatura de Dilma.

"Se ela quiser subir no meu palanque, será muito bem-vinda", disse Skaf, que aparece com 2 por cento nas intenções de voto na pesquisa Vox Populi. "Estaremos manifestando nosso apoio na medida em que sentirmos apoio dela".

Para Eduardo Campos, "chegou a hora de renovar", defendendo o fim do comando do PSDB no Estado, desde 1995.

PT MIRA 2o TURNO

Para o PT, a candidatura de Skaf não surpreende, uma vez que o PSB, aliado na eleição nacional, atua junto aos tucanos no Estado. A legenda considera ainda que a presença de Skaf entre os candidatos ajuda a levar a eleição paulista ao segundo turno.

"Skaf tira voto do Geraldo Alckmin (PSDB)", disse o deputado estadual Rui Falcão (PT), um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff.

Ele aposta ainda que Dilma vai subir no palanque de Skaf, apesar das diferenças estaduais.

Na pesquisa do Vox Populi, a mais recente entre os institutos, Alckmin tem 51 por cento das intenções de voto. Com este patamar, ele venceria as eleições no primeiro turno.

A pesquisa aponta Mercadante em segundo lugar, com 19 por cento, e Celso Russomano (PP) com 12 por cento.

(Reportagem de Hugo Bachega e Carmen Munari)

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