PSD vai ajudar mas não estará atrelado ao governo, diz Kassab

No ato que marcou o início da formalização jurídica do PSD, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse que o novo partido está à disposição da presidente Dilma Rousseff, mas não estará "atrelado" ao governo.

REUTERS

13 de abril de 2011 | 14h34

"Estamos à disposição para ajudá-la. Queremos que seu governo dê certo, é importante para o Brasil. Isso não significa atrelamento", ponderou Kassab, durante ato na Câmara dos Deputados para formalizar o partido lançado em março.

Segundo o prefeito, até o início da tarde desta quarta-feira 28 deputados federais já assinaram a ata de filiação à futura legenda e a intenção é atrair um total de 40.

Kassab disse que o novo partido vai respeitar os compromissos políticos individuais de seus filiados, já que alguns apoiaram a eleição de Dilma e outros, não.

"O partido tem entre seus fundadores integrantes que estiveram ao lado da presidente Dilma na campanha. Trabalharam por sua eleição e se sentem compromissados com seu governo. Terão total liberdade para continuar dando esse apoio", disse.

Por outro lado, completou o prefeito, aqueles que não apoiaram Dilma na eleição do ano passado "a partir de agora se sentem liberados para votar a favor dos projetos que sejam compatíveis com suas convicções".

Um dos aliados de Dilma que participou do ato de fundação do Partido Democrático Social (PSD) é o governador do Amazonas, Omar Aziz, eleito pelo PMN.

Também marcou presença do ato a senadora Kátia Abreu (TO), que deixará o DEM. Segundo ela, o novo partido não veio para fazer "duelo ideológico entre direita e esquerda".

O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, que também sairá do DEM, adiantou que o PSD vai realizar seminários por todo o país para discutir seu plano de governo. "Não queremos que a coleta de assinaturas seja um ato automático", disse.

Para concluir o processo de criação do Partido Social Democrático (PSD), os fundadores terão de recolher quase 500 mil assinaturas de eleitores.

A previsão de Kassab é de que em julho o partido já poderá eleger sua primeira executiva nacional.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), participou do ato realizado em um pequeno auditório da Câmara. Ele afirmou que o novo partido será tratado com "muito respeito e atenção" e terminou sua fala com a saudação "Viva o PSD!"

Maia disse que entre os futuros filiados ao partido estão deputados que ajudaram na sua eleição para presidente da Câmara. "Por mais que tenhamos diferenças, nós queremos que o Brasil continue crescendo", disse.

Além de líder do oposicionista DEM até agora, Kassab é aliado do ex-governador José Serra (PSDB), que disputou as eleições presidenciais com os petistas Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. Indio da Costa, que foi candidato a vice de Serra pelo DEM, também aderiu ao partido.

(Reportagem de Leonardo Goy)

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