Putin oferece acordo para Shell desenvolver projeto com Gazprom

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, agiu novamente para relaxar o domínio de seu governo sobre o setor de energia neste sábado, com uma oferta surpresa para a Royal Dutch Shell.

SIMON SHUSTER, REUTERS

27 de junho de 2009 | 16h50

Em 2006, sob uma intensa pressão do governo, a companhia cedeu o controle do amplo projeto Sakhalin-2 para a russa Gazprom. Mas, neste sábado, Putin convidou a Shell para ajudar a desenvolver os gigantes projetos de Sakhalin-3 e Sakhalin-4 na costa do Pacífico.

"Este projeto é para a produção em águas profundas onde a experiência de vocês será muito valiosa", disse Putin ao chefe-executivo da Shell, Jeroen van der Veer, durante reunião em sua casa de verão fora de Moscou.

Van der Veer aceitou o convite e disse que isso aconteceu no momento ideal. "Nós estamos prontos para trabalhar rapidamente", disse. "Este é um bom sinal de que os investimentos começaram a fluir novamente, um bom sinal para a Rússia e, claro, um bom sinal para a Shell".

Os baixos preços do petróleo, agora na metade do patamar atingido no ano passado, estimularam a Rússia abrandar seu nacionalismo no que diz respeito aos recursos naturais. Moscou agora parece estar equilibrando a proteção do bem-estar do setor de energia do país com a necessidade de ter investimento estrangeiro nele.

A oferta para a Shell, que aconteceu dias após a Rússia fechar um grande acordo com a francesa Total, é um símbolo da renovação de abertura, uma vez que a Shell foi vítima da agressiva campanha da Rússia de retomar o controle de seus recursos naturais.

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