Qualidade é prioridade

Outro parâmetro é a padronização de matérias-primas, processos, métodos e produtos

O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2007 | 23h47

A carne brasileira precisa de gestão de qualidade, de acordo com as exigências do consumidor final, o que deve ser feito com base na qualidade funcional da carne bovina, e que é usada como parâmetro para interpretar, estudar, criar controles e melhorar características de cor, frescor, proporções de carne, osso e gordura, maciez, suculência depois do preparo. A sugestão é do professor Pedro Eduardo de Felício, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp. ''''Melhorar a funcionalidade, resulta num produto melhor da perspectiva do consumidor final'''', diz.Mas há, ainda, a conformidade, que é a padronização de matérias-primas, processos, métodos e produtos, enfim, de tudo que possa ser sistematizado e executado de forma permanente, como manejo pré-abate adequado, rastreabilidade, procedimentos de abate e pós-abate. ''''A conformidade deve ser o foco do gerenciamento pela qualidade total. Ela cuida dos processos que compõem o sistema todo'''', enfatiza. ''''A gestão da qualidade total deve incluir todo o sistema de produção ao abate do gado no País, incluindo a fabricação da carne in natura e industrializada.CADEIA PRODUTIVAO Grupo Marfrig trabalha o conceito de cadeia produtiva, em que todos os elos são importantes e interdependentes, segundo Ricardo Florence, diretor de relacionamento com investidores da empresa. ''''Os pecuaristas devem investir em genética de boa qualidade, nutrição, saúde e manejo e, assim, produzir animais jovens, precoces, pesados, com bom rendimento de carcaça e acabamento de gordura'''', orienta. ''''Cumprindo essas premissas, recebemos animais que fornecem carne de qualidade, macia e suculenta, que atendem às mais exigentes necessidades do food service (varejo, tradings, importadores, churrascarias, cozinhas industriais e outros).''''De acordo com Florence, o grupo tem linhas para atender às mais diferentes necessidades, tais como a Bassi (superpremium), Palatare e Kilocerto (industrial), além da GJ, internacional, e das marcas importadas. ''''Trabalhamos com diferentes perfis de consumidores, como corporativos (food service), tradings e donas de casa'''', afirma.Florence acrescenta que há diferentes necessidades em termos de carne: para churrasco, carne de panela, cortes porcionados e padronizados, alta gastronomia. ''''É função da cadeia produtiva, e do frigorífico em particular, atender a essas exigências porque o consumidor é a base que movimenta a produção de carne.''''

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