Quando o cinema se põe à mesa

Livro de Rubens Ewald Filho traz pratos de filme

Rita Loiola, O Estado de S.Paulo

19 Julho 2007 | 05h31

Sabe os doces do filme Chocolate? O savarin da Festa de Babette ou o tiramisù do Filho da Noiva? Quem sempre quis comer esses pratos já tem de onde tirar as receitas. O crítico de cinema Rubens Ewald Filho e a jornalista Nilu Lebert lançam em 7 de agosto o livro O Cinema Vai à Mesa, com comentários sobre 27 filmes e suas receitas. Os autores chamaram 20 chefs para executar os pratos dos longas e o resultado é um cardápio com a culinária de países como França, Japão, Itália e Brasil. Abaixo, contam como foi traduzir filmes em receitas - e vice-versa. Por que um livro com receitas cinematográficas? Rubens - A comida é a maior manifestação da cultura. Só entendi os filmes japoneses ao conhecer a culinária nipônica. Acredito que a compreensão de um povo e de seu cinema passe pela gastronomia. Neli - Fiz um texto há dois anos sobre pratos de filmes e percebi como a comida revela o enredo. É muito interessante juntar em uma só bandeja, a tela, a paixão pela imagem e gastronomia. No livro, vocês falam sobre ''''food films''''. O que são eles e como foi a pesquisa das receitas? Rubens - São filmes em que o cenário, o tema ou os diálogos giram em torno da comida. Durante um ano escolhemos filmes assim, do mundo todo, separamos os pratos e levamos para os chefs. Eles viram as imagens e criaram as receitas a partir delas. Qual seria a ''''trilogia'''' perfeita de filmes em um cardápio? Neli e Rubens - De entrada, a salada do Casamento Grego. Prepara para emoções mais fortes. Depois, o taglilatelli do Filho da Noiva para dar energia sem deixar as lembranças da infância - no filme da vida elas são fundamentais para o enredo. A sobremesa é o pudim de leite de Volver, um retorno ao simples e verdadeiro.

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