Quase no fim da COP, choro e apelo por ação imediata

Para nações que estão enfrentando eventos extremos, a falta de decisão e ambição está levando ao desespero. Yeb Saño, chefe da delegação das Filipinas - que acabam de ser afetadas por um megatufão, com a morte de mais de 475 pessoas - chorou ao se direcionar à plenária da Convenção do Clima (COP) da Organização das Nações Unidas (ONU) e chegou a arrancar lágrimas de quem estava presente. Foi o momento mais emocionante de toda a conferência.

GIOVANA GIRARDI, ENVIADA ESPECIAL A DOHA, Agência Estado

06 Dezembro 2012 | 17h52

"Estamos sofrendo, há uma devastação massiva ocorrendo em meu país, milhares de pessoas sem casa. Nós nunca tínhamos enfrentado um tufão, nunca tínhamos enfrentando uma tempestade como essa em meio século", afirmou em reunião que discutia o Protocolo de Kyoto, para na sequência implorar por mais ação.

"Faço um apelo urgente, não como negociador, não como líder da minha delegação, mas como filipino. Apelo ao mundo inteiro, a todos os líderes, para que abram seus olhos para essa realidade que enfrentamos. Apelo aos ministros. O resultado do nosso trabalho não é a respeito do que os políticos querem, mas o que é demandado por 7 bilhões de pessoas. Eu apelo: não mais atrasos, não mais desculpas. Por favor, deixem Doha ser lembrada como o lugar onde encontramos vontade política para transformar as coisas. E deixe 2012 ser lembrado como o ano em que o mundo encontrou a coragem de assumir a responsabilidade pelo futuro que queremos. Se não formos nós, quem? Se não for agora, então quando? Se não aqui, onde?"

A repórter viaja a convite da Convenção do Clima da ONU (UNFCCC).

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