Quase sem cacau

As barras Schlager-Süsstafel e Bambina, à venda em supermercados alemães, revivem a memória do chocolate sob o regime comunista na Alemanha Oriental.

O Estado de S.Paulo

21 Março 2013 | 02h10

Com a falta de cacau no bloco soviético, os índices do fruto na mistura não superavam os 7%. Para completar a receita eram usadas farinha de amendoim, adição extra de açúcar e gordura. O resultado final era um chocolate pouco saboroso e bem doce.

Aliás, nem podia ser chamado de chocolate. Daí o nome Süsstafel (ou barra doce).

Em 2000, na onda da Ostalgie, as saudades dos alemães orientais dos tempos que não voltam, a fabricante Zetti resolveu comprar as marcas e retomar a produção. As embalagens são exatamente iguais às do período comunista, mas a receita da Schlager-Süsstafel mudou um pouco. Menos doce e com mais cacau, na casa dos 32%, a barra teve a composição alterada para competir com Milka e Ritter, as mais vendidas no país. Já a barra Bambina continuou a mesma: dulcíssima, com recheio poderoso de amendoim, caramelo e cócegas no céu da boca. /R.A.

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