Quatro biólogos se perdem em reserva florestal no Amazonas

Segundo a assessoria dos bombeiros, nenhuma pista dos rapazes foi encontrada nas buscas dos últimos dois dias

LIÉGE ALBUQUERQUE, Agencia Estado

24 de julho de 2008 | 21h00

Quatro biólogos estão perdidos desde a manhã de quarta-feira, 23, na Reserva Florestal Adolpho Ducke, a 25 quilômetros de Manaus, de propriedade do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). A área de 10 mil hectares é de mata primária, com animais e plantas silvestres e é a maior estufa de estudos dos pesquisadores do órgão no Amazonas.   Os bombeiros passaram o dia em buscas nesta quinta-feira, 24, com ajuda de um helicóptero do Exército e continuam na sexta-feira, 25, pela manhã. Segundo a assessoria dos bombeiros, nenhuma pista dos rapazes foi encontrada nas buscas dos últimos dois dias.   A assessoria do Inpa avisou do desaparecimento nesta quinta-feira, 24, pela manhã às famílias de Paulo Vilela Cruz, 23 anos, de Rondônia, André Silva Fernandes, 23 anos, de Goiânia, Galileu Petronildo Silva Duarte, 26 anos, do Rio Grande do Norte e Ricardo Scherer, 26 anos, do Rio Grande do Sul.   Segundo a assessoria, os rapazes, mestrandos em biologia, moram em Manaus há cerca de um ano e foram fazer coleta de insetos aquáticos na reserva. Foram deixados por um motorista do órgão na quarta-feira às 8 horas da manhã.   O motorista informou à assessoria que teria combinando de pegá-los no mesmo local às 13 horas. O motorista esperou os rapazes até as 15 horas e então acionou os bombeiros, que fizeram as buscas até as 18 horas de ontem e retomaram nesta quinta-feira, já com a ajuda do Exército.   Como consideravam um trabalho de rotina, ainda segundo a assessoria, os biólogos não levaram um mateiro, uma pessoa treinada em caminhos e sobrevivência na selva. Mesmo assim, os biólogos têm treinamento em sobrevivência na selva, em treinamento no próprio Inpa, afirmou a assessoria.   A reserva Ducke, como é conhecida, é um terreno onde há invasões de terra constantes. Toda a área é dividida por vários igarapés, com mata fechada e muitos trechos inexplorados.   Em 29 de junho, o estudante Jonatan Santos, de 18 anos, ficou perdido em mata fechada na BR 174 (Manaus-Boa Vista) por mais de dois meses. Foi encontrado por seu pai enquanto agonizava e morreu em seus braços.

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