Quatro morrem em invasão de grupo à favela do Rio

Segundo moradores, há 4 mortos e uma mulher foi levada por bandidos; 2 corpos carbonizados foram achados

Clarissa Thomé, de O Estado de S. Paulo,

24 de fevereiro de 2008 | 15h26

Cerca de 20 homens invadiram a Vila Palmeirinha, em Guadalupe, na zona norte do Rio, no início da manhã deste domingo, 24. Houve confronto com a milícia que controla a região.  Segundo moradores, há pelo menos 4 mortos na favela e uma mulher foi levada pelo bando. A informação, no entanto, não foi confirmada pela PM.  Depois do embate, dois corpos carbonizados foram encontrados na Avenida Brasil, próximo de Acari. A polícia acredita que os mortos tenham participado da troca de tiros na Palmeirinha.  Os corpos estavam no porta-malas e no banco traseiro de um Peugeot. Não foi possível identificar o sexo de um deles. A outra vítima é um homem. Os invasores entraram na favela por um buraco aberto no muro que cerca a linha de trem. Houve intensa troca de tiros. Nas ruas da favela havia marcas de sangue, mas até as 14 horas a polícia ainda não tinha localizado os corpos.  Segundo informações do serviço reservado do 14.º Batalhão da PM, a milícia ficou enfraquecida depois de operações da Polícia Civil na quinta-feira, 21. Acredita-se que o Comando Vermelho tenha tentado retomar o controle do tráfico da favela, mas a polícia ainda não sabe informar se o objetivo foi alcançado. Na quinta-feira, 21, policiais da Delegacia de Repressão a Ações do Crime Organizado (Draco) fizeram operação na Palmeirinha para reprimir a atuação da milícia.  Dos 14 mandados de prisão, três foram cumpridos. Entre os presos, o presidente da associação de moradores, Damião da Silva. Segundo o inquérito, a milícia arrecadava R$ 15 mil por mês dos moradores. Eles exploravam linhas de vans e monopolizavam serviços como venda de gás e imóveis.

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