'Que o clamor do povo seja ouvido!', diz CNBB

A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota pública em que presta solidariedade e apoio às manifestações, desde que pacíficas. "Sejam estas manifestações fortalecimento da participação popular nos destinos de nosso País e prenúncio de novos tempos para todos. Que o clamor do povo seja ouvido!", afirma a nota, subscrita pelo Conselho Permanente da CNBB.

RICARDO BRITO, Agência Estado

21 de junho de 2013 | 16h49

Para a entidade, os protestos são "um fenômeno que envolve o povo brasileiro e o desperta para uma nova consciência". "Requerem atenção e discernimento a fim de que se identifiquem seus valores e limites, sempre em vista à construção da sociedade justa e fraterna que almejamos", diz a nota.

A CNBB afirma que as manifestações nasceram de forma "livre e espontânea" nas redes sociais e as mobilizações "questionam a todos nós e atestam que não é possível mais viver num País com tanta desigualdade". A nota diz que é justa e necessária a reivindicação de políticas públicas para todos.

"Gritam contra a corrupção, a impunidade e a falta de transparência na gestão pública. Denunciam a violência contra a juventude. São, ao mesmo tempo, testemunho de que a solução dos problemas por que passa o povo brasileiro só será possível com participação de todos. Fazem, assim, renascer a esperança quando gritam: ''O Gigante acordou!''", afirma.

A entidade diz ainda que a presença do povo nas ruas, numa sociedade em que "as pessoas têm o seu direito negado sobre a condução da própria vida", testemunha que é na prática de valores como a solidariedade e o serviço gratuito ao outro que encontramos o sentido do existir.

"A indiferença e o conformismo levam as pessoas, especialmente os jovens, a desistirem da vida e se constituem em obstáculo à transformação das estruturas que ferem de morte a dignidade humana. As manifestações destes dias mostram que os brasileiros não estão dormindo em ''berço esplêndido''", diz a manifestação, assinada pelo cardeal Raymundo Damasceno Assis, presidente da CNBB, Dom José Belisário da Silva, vice-presidente da entidade, e Dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário Geral da CNBB.

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