Quebra de sigilo não muda cena eleitoral--Datafolha

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, oscilou um ponto para cima e alcançou 51 por cento das intenções de voto, segundo pesquisa do Datafolha divulgada nesta quinta-feira. O levantamento apontou que a candidatura petista não foi abalada pela divulgação da quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao

REUTERS

16 de setembro de 2010 | 09h30

PSDB.

O levantamento mostrou o candidato tucano, José Serra, estável em 27 por cento. Marina Silva (PV) também não variou, e manteve os 11 por cento do levantamento anterior, realizado entre 8 e 9 de setembro.

Quatro por cento declararam que votarão em branco ou anularão o voto e 7 por cento disseram não saber em quem votarão. Os demais candidatos não somaram 1 por cento das intenções.

A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 15 de setembro, após a divulgação de denúncias no fim de semana de que um filho da atual ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, teria intermediado o contrato de um empresário com os Correios. O instituto não fez perguntas específicas em relação a este episódio.

Erenice foi braço direito de Dilma quando a candidata petista comandou a Casa Civil e a intermediacão teria aconteceido quando a candidata petista ainda estava à frente do ministério.

De acordo com o levantamento, publicado pelo jornal Folha de S.Paulo, Dilma seria eleita no primeiro turno, marcado para 3 de outubro, com 57 por cento dos votos válidos.

Na simulação de um eventual segundo turno entre Dilma e Serra, a petista venceria com 57 por cento, contra 35 por cento do tucano. Há uma semana, o Datafolha apontou vitória de Dilma por 56 a 35 por cento.

O cenário se manteve estável, com oscilação de Dilma dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, apesar da recente divulgação da violação do sigilo fiscal de pessoas ligadas a Serra, inclusive da filha do candidato, Verônica Serra.

O Datafolha perguntou aos eleitores se sabiam do episódio da quebra de sigilo. De acordo com o instituto, 57 por cento responderam que sim e 43 por cento afirmaram que não. Dos que haviam tomado conhecimento do episódio, somente 12 por cento disseram estar bem informados.

O instituto também aferiu se a violação do sigilo abalou a candidatura petista. Para 32 por cento, Serra será o candidato mais prejudicado politicamente pelo episódio. Dilma será afetada de forma negativa para 12 por cento.

Quando questionados quem sairia beneficiado pela divulgação da violação de sigilo fiscal, 30 por cento dos entrevistados disseram que seria Dilma e 14 por cento afirmaram que seria Serra.

REGIÕES E REJEIÇÃO

No levantamento espontâneo, quando o entrevistado não recebe uma lista dos candidatos, e que, portanto, indica intenção de voto mais consolidada, Dilma lidera com 39 por cento, ante 19 por cento de Serra e 7 por cento de Marina, segundo o Datafolha.

Serra é o candidato com maior rejeição entre os entrevistados pelo instituto, com 31 por cento. Dilma vem em seguida com 22 por cento.

De acordo com a sondagem, Dilma lidera em todas as regiões do país. A petista tem vantagem maior no Nordeste, onde aparece com 65 por cento das intenções de voto, contra 18 por cento de Serra e 7 por cento de Marina.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste, Dilma tem 49 por cento, contra 28 por cento de Serra e 13 por cento de Marina. No Sudeste, onde fica São Paulo, reduto eleitoral de Serra, a petista lidera com 46 por cento, o tucano vem atrás com 29 por cento e a candidata verde aparece com 14 por cento.

A vantagem de Dilma é menor na região Sul. Lá ela tem 42 por cento, ante 34 por cento de Serra e 9 por cento de Marina.

O instituto perguntou ainda quem os eleitores acreditam que vencerá as eleições. Para 72 por cento, Dilma será eleita presidente, 13 por cento apostam em Serra e somente 1 por cento em Marina.

O Datafolha ouviu 11.784 pessoas em 423 municípios entre os dias 13 e 15 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

(Reportagem de Eduardo Simões)

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