Queda de helicóptero mata acusado de chacina em GO

O esforço da Polícia Civil de Goiás para desvendar a chacina de Doverlândia acabou em tragédia. O helicóptero que participava da segunda reconstituição do crime, ocorrido há 11 dias, caiu e matou todos os sete ocupantes, incluindo o principal suspeito dos homicídios em série.

RUBENS SANTOS, Agência Estado

08 Maio 2012 | 20h46

Entre os mortos estavam os delegados Jorge Moreira e Antônio Gonçalves, de Goiânia, e Vinicius Batista da Silva, de Iporá. O helicóptero estava a cargo do comandante Elias Carrasco e do piloto Bruno Carneiro. Dois suspeitos de envolvimento na chacina estavam a bordo. Um deles era Aparecido Souza Alves, acusado de matar as sete pessoas. O nome do outro preso não foi divulgado.

O helicóptero Koala AW 119K (prefixo PP-CGO), fabricado pela empresa americana Augusta Westland, caiu por volta das 16h30, no interior de uma fazenda de Piranhas, a 325 quilômetros de Goiânia (GO). Testemunhas disseram ter visto o aparelho girando sobre o próprio eixo antes de cair. O delegado Diogo Rincon, de Piranhas, informou que quando chegou ainda saía fumaça do helicóptero.

O secretário de Segurança Pública do Estado, João Furtado, informou que a aeronave passou por revisão recente e foi liberada nesta terça-feira. As autoridades ainda desconhecem as causas do acidente. Especula-se, no entanto, que uma pane levou a uma tentativa de pouso forçado. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o local do acidente de helicóptero fica próximo da Fazenda Indaiá, em Piranhas, em uma área de difícil acesso para a chegada do resgate. A aeronave estaria dentro de uma "grota" cercada por árvores.

Entre os principais personagens do caso de Doverlândia, só a delegada Adriana Accorsi, que lidera as investigações sobre a chacina, não estava a bordo. Ela desistiu da viagem na noite de segunda-feira. Mesmo assim, sua equipe foi para a Fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Doverlândia, pela manhã. No momento do acidente, o grupo voltava para Goiânia.

A chacina aconteceu no dia 28 de abril. No crime foram degolados Lázaro de Oliveira Costa, de 57 anos, dono da fazenda e ex-presidente do Sindicato Rural de Doverlândia; Leopoldo Rocha Costa, de 22, filho do fazendeiro; Heli Francisco da Silva, de 44, vaqueiro da fazenda; Joaquim Manoel Carneiro, de 61 anos, amigo de Lázaro; Miraci Alves de Oliveira, de 65, mulher de Joaquim; Adriano Alves Carneiro, de 24, filho do casal; e Tâmis Marques Mendes da Silva, de 24 anos, noiva de Adriano.

Após o crime, Aparecido Alves confessou à polícia a execução das vítimas, o corte no pescoço e o estupro da jovem Tâmis. No entanto, deu versões diferentes - e conflitantes - sobre a motivação e para a polícia não estava claro se ele teve o auxílio de um ou mais comparsas.

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