Queda repentina de Assad seria 'catastrófica', diz Irã

O Irã disse que o fim repentino do governo do presidente sírio, Bashar al Assad, teria consequências catastróficas para a Síria, e por isso está reunindo países com afinidades ideológicas para discutir uma solução negociada para o conflito.

MARCUS GEORGE, Reuters

09 de agosto de 2012 | 11h09

A imprensa iraniana disse que pelo menos 16 países participarão do encontro de quinta-feira em Teerã, incluindo China, Iraque, Venezuela, Paquistão, Índia e várias nações da Liga Árabe. A Rússia disse que iria ser representada por seu embaixador em Teerã.

Em artigo publicado na quarta-feira no jornal The Washington Post, o chanceler do Irã, Ali Akbar Salehi, alertou que a queda de Assad poderia causar mais turbulências. "A sociedade síria é um lindo mosaico de etnias, credos e culturas, e será dilacerada caso o presidente Bashar al-Assad caia abruptamente", escreveu ele.

Salehi disse que o Irã busca uma solução que seja "do interesse de todos", mas diplomatas ocidentais viram na conferência de Teerã uma tentativa de afastar as atenções da violência na Síria.

"O apoio da República Islâmica ao regime de Assad dificilmente é compatível com uma tentativa genuína de conciliação entre as partes", disse um diplomata ocidental em Teerã.

O evento, acrescentou essa fonte, mostra que Teerã está "ficando sem ideias" a respeito de como sustentar seu aliado Assad. Outro diplomata ocidental disse que o Irã está tentando ampliar a base de apoio do líder sírio.

O Irã é, junto com a China e a Rússia, o principal aliado de Assad, cujas forças reprimem com violência um rebelião iniciada há 17 meses.

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