Queixa comprova que Varig foi informada sobre incidente

A Agência Estado teve acesso a pelo menos um documento de queixa formal em papel timbrado da VRG Linhas Aéreas SA do Terminal de Ezeiza, em Buenos Aires, que contradiz a informação oficial da empresa de que não possui registro sobre o incidente de violação de bagagens no principal aeroporto da capital argentina.Segundo a Agência Estado apurou, três dezenas de passageiros perceberam que suas bagagens haviam sido violadas, além de terem sofrido a subtração de bens. Eles desembarcaram na sexta-feira passada em Buenos Aires no vôo RG 8648 da companhia.Em nota oficial, encaminhada à Agência Estado no fim da tarde de hoje (08), a companhia ressaltou que "não possui registro sobre bagagem violada no Aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires, no dia 4 de janeiro de 2008, seja do vôo RG 8648 ou de qualquer outro vôo da companhia nesta rota". Do total dos passageiros atingidos pelos roubos, pelo menos quatro - segundo a apuração da Agência - fizeram a queixa formal. O resto optou por ficar na reclamação verbal, já que cansados pela viagem, e sem esperanças de que a burocracia fosse proporcionar resultados, desistiram do registro da queixa formal. O documento visto pela Agência, em papel amarelo com o número de série 005, foi assinado por Javier Trevisan, funcionário da empresa em Ezeiza. O documento comprova o registro de uma reclamação sobre o rompimento do lacre da mala, e a subtração de um colar e um brinco de ouro pertencentes à passageira Lórenn Silva, que viajava à Buenos Aires para sua lua de mel. Posteriormente, a passageira verificou o sumiço de outros objetos. No texto, rubricado pelo funcionário da empresa, a passageira também indica que "a Varig informou que não se responsabilizaria nem acionaria a polícia para averiguar o caso". Segundo Lórenn Silva, a funcionária que a atendeu disse que a reclamação seria "enviada imediatamente para a central em São Paulo via fax".

ARIEL PALÁCIOS, Agencia Estado

08 de janeiro de 2008 | 21h46

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.