Quem escolhe o vinho é o computador

Programa harmoniza bebida e pratos. Mas não substitui o fator humano

Michelle Locke, da Associated Press,

15 Outubro 2009 | 10h58

Levou oito meses para ficar pronto e exigiu o poder combinado da matemática, dos manuais e de entusiastas da culinária e da bebida. O resultado é um novo programa de computador que usa tecnologia de ponta para responder à pergunta de todo gourmet: que vinho servir com a refeição? "Acreditamos que será uma enorme ajuda para todos", diz James Oliver Cury, diretor executivo do Epicurious.com, site de receitas que recentemente se associou ao banco de dados de vinhos Snooth para sugerir harmonizações, disponíveis no site http://www.myrecipes.com/. As recomendações se baseiam num algoritmo que envolve decompor as receitas em centenas de categorias, incluindo perfis de sabores, ingredientes e técnicas de preparo. Entre outras coisas, o algoritmo procura evitar a confusão entre palavras parecidas. Carne cozida com batatas ao forno, por exemplo, não é a mesma coisa que carne assada com batatas cozidas. As harmonizações de vinhos para os pratos são indicadas no fim das receitas, com o preço das bebidas (na maioria, abaixo dos US$ 20 a garrafa). Mas será que um algoritmo – um conjunto ordenado e finito de operações que permite encontrar a solução de um problema – pode substituir o toque humano em uma decisão tão subjetiva como qual vinho acompanhará tal refeição? O diretor da Snooth, Philip James, diz que houve um esforço para recomendar vinhos disponíveis e que há múltiplas recomendações para cada prato, com opções mais atrevidas, para os gourmets aventureiros. "É importante esclarecer que não construímos uma máquina sensível e pensante – não é o Exterminador do Futuro." O que o programa fez "equivaleu a entrar na cabeça dos maiores críticos de gastronomia e de vinho que pudemos encontrar, espremer-lhes o cérebro e pôr seu conteúdo num banco de dados."

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