Quênia diz que finalizará apuração de votos atrasada nesta sexta-feira

O Quênia afirmou que estava determinado a completar nesta sexta-feira a apuração eleitoral em uma disputa presidencial acirrada que colocou Uhuru Kenyatta à frente de seu principal adversário, o primeiro-ministro Raila Odinga, e com uma chance de vitória absoluta.

Reuters

08 de março de 2013 | 16h20

Kenyatta, vice-primeiro-ministro e filho do presidente fundador do Quênia, vem liderando desde que os resultados começaram a ser contabilizados depois que as urnas fecharam na segunda-feira. Mas ele vem oscilando acima e abaixo da marca de mais de 50 por cento, necessária para evitar um segundo turno.

Sua vitória vai apresentar um dilema para os grandes doadores ocidentais do Quênia porque ele deve ir a julgamento em Haia sob acusações de crimes contra a humanidade relacionados ao violento rescaldo da última eleição, em 2007.

Resultados de redutos leais a Odinga fecharam algumas das diferenças, mas o resultado ainda é incerto, com quase um quinto das seções eleitorais ainda em aberto. Odinga ainda pode garantir um segundo turno, provisoriamente marcado para abril.

Problemas técnicos atrasaram a contagem, que foi questionada por ambos os lados, mas até agora é considerada credível por observadores internacionais.

Até as 11h15 (horário de Brasília) desta sexta-feira, com 10.312.347 votos contabilizados, Kenyatta tinha 5.159.344 votos, ou 50,03 por cento, contra 4.516.660 de Odinga, ou 43,80 por cento, segundo um relatório da comissão eleitoral com base nos votos apurados em 239 das 291 seções eleitorais.

(Por Duncan Miriri e Richard Lough, com reportagem adicional de Yara Bayoumy e George Obulutsa, em Nairóbi; e de Hezron Ochiel, em Kisumu)

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