Quênia estréia musical sobre vida de Obama

Peça estréia no domingo e mostra McCain, Palin e Bush como 'vilões'.

Juliet Njeri, BBC

01 Novembro 2008 | 13h09

A poucos dias das eleições presidenciais americanas, é pouco provável que os candidatos John McCain e Barack Obama dividam o mesmo palco. Mas em Nairobi, capital do Quênia, seus personagens estarão dançando e cantando juntos quando Obama, The Musical, estrear neste domingo. A peça de uma hora de duração é ansiosamente aguardada em um país onde Obama, cujo pai era queniano, é uma figura extremamente popular. Os envolvidos na produção não escondem suas simpatias - Obama, que nunca morou no Quênia e só esteve no país em visitas, é um herói nacional. Uma cerveja local foi batizada com o nome dele. Vilão O roteirista e diretor George Orido explica que, na peça, o candidato John McCain, sua vice Sarah Palin e o atual presidente americano George W. Bush são os "vilões", que tentam obstruir o caminho de Obama. O elenco é formado por 30 atores jovens - idade média 21 anos - muito animados por participar da produção. Eric Makori, que interpreta Obama, diz se sentir privilegiado com o papel. Ele também apoia o candidato. O ator que interpreta McCain, Paul Kamau, também é fã de Obama e, apesar de estar feliz com o próprio papel, diz que preferia o do candidato democrata. "Obama é mais divertido de interpretar do que McCain", diz ele. "Espero que ele vença." Infância A peça conta a história da vida de Obama. Ela começa com o pai de Obama se mudando para os Estados Unidos para estudar e conhecendo a mãe de Obama, antes de contar a infância do candidato. Orido afirma que teve a idéia da peça três anos atrás, quando Obama alcançou proeminência. "A música é a linguagem universal e Obama é uma figura universal", disse ele. "Se você quiser contar sua história, terá que fazê-lo em uma linguagem universal, para que todos possam entendê-la." No musical foram usados vários gêneros - música tradicional e contemporânea do Quênia, além de algumas canções em estilo country. As letras de algumas músicas foram trocadas para se adaptar à trama. A peça termina com Obama aceitando a indicação do Partido Democrata como candidato à presidência, se eximindo de prever se o candidato vai vencer as eleições do dia 4 de novembro. O diretor quer que todos que assistam a peça entendam a história de Obama e aprendam sobre as virtudes de se trabalhar duro, da democracia, de não ser egoísta e do serviço público. A peça fica em cartaz em Nairobi até o dia 5 de novembro, mas o diretor já recebeu convites para levá-la à África do Sul e à Grã-Bretanha. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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