Químicos brasileiros, padrão internacional

Fernando Galembeck

, O Estado de S.Paulo

28 Junho 2011 | 00h00

Professor da Unicamp, especialista em nanotecnologia

Aos 68 anos, Fernando Galembeck já depositou 18 patentes. Ganhou também diversos prêmios. O último foi concedido este mês, pela Sociedade Americana de Eletrostática. Galembeck chamou a atenção da comunidade científica internacional por sua pesquisa sobre cargas elétricas de pedaços nanométricos de borracha e plástico. Descobriu que, quando expostos a vapor d"água, esses materiais ficam eletrizados. "O desafio é transformar essa aplicação em um método competitivo de geração de energia", diz. Este ano, vai se licenciar da Unicamp para assumir a direção do Laboratório Nacional de Nanotecnologia.

Vanderlan Bolzani

Professora da Unesp, especialista em química de produtos naturais

Vanderlan Bolzani, de 61 anos, será a única latino-americana a receber o prêmio da Sociedade Americana de Química, que será concedido em agosto a 23 mulheres com atuação destacada na ciência. Formada em Farmácia na Federal da Paraíba, fez pós em Química na USP, sob orientação de Otto Gottlieb - morto na semana passada, ele foi indicado ao Nobel em 1999 por suas pesquisas em química de produtos naturais. Mas o gosto de Vanderlan pela área vem desde os tempos de faculdade. "O Brasil tem uma biodiversidade incalculável, ainda completamente inexplorada. Precisamos aproveitar essa riqueza."

Jairton Dupont

Professor da UFRGS, especialista em química verde

Escolhido um dos cem maiores químicos da década num mapeamento de produção científica da agência Thomson Reuters, o gaúcho Jairton Dupont, de 52, acumulou prêmios por suas pesquisas sobre líquidos iônicos. Sais orgânicos líquidos à temperatura ambiente que substituem solventes clássicos em reações, eles podem ser usados como lubrificante em brocas de perfuração de poços de petróleo ou em robôs enviados ao espaço. "Se somos a oitava economia do mundo e temos só um químico entre os top cem, algo está errado. Significa que não é resultado de uma política nacional, mas de alguma ilha de excelência."

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.