Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Quitandas que não vendem frutas

No interior de Minas, bolacha não é biscoito, biscoito parece pão de queijo e quitandas não são vendinhas de fruta e verdura, mas uma série de gostosuras para comer no café, na merenda ou vendo a novela. Aceita uma quitandinha?

PAULA MOURA, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2014 | 02h09

O dicionário mineiro para as delícias que acompanham o café - seja da manhã, da tarde ou até da noite - é vasto e único. Os iniciados já sabem que as quitandas por lá não têm nada a ver com estabelecimentos que vendem frutas. São roscas, bolos, bolachas e biscoitos. E, diferentemente do que acontece em muitos lugares do Brasil, em Minas bolacha não é sinônimo de biscoito. O biscoito mineiro, feito com polvilho, parece um pão de queijo (mas não leva queijo!). Já a bolacha é doce, como a popular bolacha de pobre, que leva canela. "De pobre ela não tem nada", avisa a quitandeira Maria de Fátima Alves Paiva. Em casa de pobre ou de rico, ela não pode faltar.

Símbolo de hospitalidade e fartura, as quitandas estão presentes há pelo menos dois séculos nas mesas, cestas e embornais. Porém em cada região mineira o termo designa um tipo de alimento. Na Canastra, por exemplo, refere-se a preparações com polvilho. O Paladar foi fuçar nos cadernos de receitas de três quitandeiras de Poço Fundo, a 270 km de São Paulo. E conversou com elas sobre a tradição que ajudam a manter viva.

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