Radiação esteriliza palmito

Tecnologia é mais barata e eficiente e abre as portas para a exportação do pupunha in natura

Leandro Costa, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2010 | 01h23

Um novo método de esterilização do palmito pupunha minimamente processado (in natura) promete melhorar as suas possibilidades de exportação. É um processo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), que utiliza baixas doses de irradiação ionizante para eliminar fungos e microrganismos que deterioram o alimento, segundo explica a pesquisadora do Ipen e responsável pela orientação do projeto, Anna Lúcia Villavicencio.

Ela destaca que o procedimento, que é feito dentro de irradiadores de cobalto 60 e aceleradores de elétrons, permite romper as células de fungos, bactérias e leveduras sem alterar o sabor e a textura do palmito. Com isso, o alimento chega a durar 15 dias a mais.

"Não só é uma técnica eficiente, pois interrompe os processos orgânicos que levam à deterioração do produto, como é também um procedimento mais barato em relação à esterilização química, hoje utilizada", diz o diretor da Palmito Floresta, empresa onde os testes foram realizados, Khalil Yepes Hojeije. Essa esterilização pode ser feita, entre outras possibilidades, com cloro orgânico. "É um processo eficiente, e aprovado pelas autoridades sanitárias. Mas é caro, pois consome muita água e gera resíduos."

Hojeije, que também é especialista em qualidade de alimentos, vê a pesquisa como um fator importante para tornar viável a exportação do produto. "Primeiro porque é uma higienização mais eficiente, que pode ser feita com o produto embalado, segundo porque o produto dura mais tempo e, por último por ser mais barato, o que aumenta a competitividade, em uma cadeia que é tão cara."

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