Radialista se passa pela rainha e faz trote com hospital de Kate

Dupla de emissora FM da Austrália enganou recepcionista e enfermeira de hospital em Londres.

BBC Brasil, BBC

05 Dezembro 2012 | 10h30

Uma dupla de radialistas de uma emissora FM da Austrália fez um trote na madrugada desta terça-feira com o hospital onde Kate Middleton está internada, em Londres, se fazendo passar pela rainha Elizabeth 2ª e pelo príncipe Charles.

O hospital King Edward 7º confirmou ter recebido o trote e disse que uma de suas enfermeiras chegou a revelar detalhes do estado de saúde da duquesa de Cambridge, que se recupera de hiperêmese gravídica, uma complicação de gravidez que causa náuseas e vômitos e pode levar à desidratação.

Embora o hospital já tenha tratado a rainha-mãe, a própria rainha Elizabeth 2ª e outros membros da realeza, estando acostumado com os procedimentos que envolvem receber membros da monarquia, a recepcionista que atendeu a ligação e a enfermeira foram engadanadas pelos radialistas, que deram um tom cômico à conversa.

A chefia do hospital disse tratar-se de uma "pegadinha boba" e afirmou que os protocolos de atendimento ao telefone e confidencialidade estão sendo revistos.

Porta-vozes do príncipe William e de Kate Middleton disseram que não vão se pronunciar a respeito do caso. O bebê do casal deve ser o terceiro na linha de sucessão ao trono da Grã-Bretanha.

Complicação

Kate apareceu em público pela última vez na sexta-feira passada, quando visitou a escola St. Andrew, em Berkshire, onde estudou na infância.

Na segunda-feira, a gravidez foi anunciada, e Kate foi internada com intensos enjoos matinais. Ela sofre de hiperêmese gravídica, problema caracterizado por forte desconforto, náuseas e vômitos e que afeta uma a cada 200 gestantes.

Um porta-voz disse que o casal soube da gravidez "recentemente". Acredita-se que o fato de Kate ter sido internada apressou o anúncio oficial da gravidez.

Em entrevista à BBC, o médico Tim Draycott, porta-voz do Conselho Real de Obstetras e Ginecologistas da Grã-Bretanha, disse que os remédios podem reduzir o desconforto associado à hiperêmese gravídica.

"Com o tratamento - fluidos intravenosos e medicação para controlar os vômitos e as náuseas -, a condição é razoavelmente benigna embora horrível de enfrentar. O risco maior é não tratar", afirmou Draycott.

Ele disse que o problema está ligado à variação nos níveis de hormônios da gravidez, e que a condição tende a melhorar em cerca de 13 semanas, quando os níveis caem.

"Não temos certeza sobre os motivos que fazem algumas mulheres terem o problema, e outras não, mas é relativamente mais comum em mães que esperam gêmeos."

Acredita-se que o problema seja genético, o que significa que Kate deve apresentar os mesmos sintomas em futuras gestações.

É bastante improvável que a complicação cause riscos ao bebê. No entanto, como ela provoca perda de peso, pode ser que o bebê nasça abaixo do peso ideal. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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